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Dia da Síndrome de Down: As reflexões que ficam após a data 

Reprodução/Pexels

O dia foi reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 2011

O dia 21 de março é a data oficial de conscientização a Síndrome de Down, condição que afeta cerca de 300 mil pessoas no Brasil, segundo dados do IBGE. 21 de março representa a trissomia do cromossomo 21, principal causadora da síndrome. A data foi estabelecida em 2006 pela Down Syndrome International (DSI), e reconhecida oficialmente pela ONU em 2011. O diagnóstico pode ser realizado ainda na gestação por meio de exames do pré natal. A Agência Brasil explica que as características mais comuns entre pessoas portadores da síndrome são os olhos amendoados, face achatada, dedos curtos, língua proeminente e baixa estatura, mas isso não é uma regra.

Síndrome de Down
Reprodução/Anahp

Além disso, pessoas com Síndrome de Down podem sofrer com atraso no desenvolvimento, problemas auditivos e visuais, alterações na tireoide, distúrbios neurológicos, otites e apneia do sono. A condição é causada pelo surgimento de um cromossomo extra no desenvolvimento humano ou por translocação; quando um dos pais já possuia alteração na distribuição de seus cromossomos. O tratamento envolve terapia ocupacional, fisioterapia, auxílio de fonoaudiólogos e psicólogos. Medicamentos e cirurgias são recomendados para tratar possíveis comorbidades causadas pela condição. A especialista em distúrbios do desenvolvimento, Luciana Brites, do Instituto NeuroSaber, lembra que a celebração da data é importante para combater os estigmas relacionados a Síndrome de Down e trazer conhecimento sobre o tema.

“Isso ajuda a diminuir uma das maiores barreiras que a gente vê, que é a questão do preconceito, a questão pejorativa. Esse dia nos ajuda a falar mais e a desmistificar esse tema, trazendo informações relevantes e baseadas em evidência científica para que o conceito da acessibilidade e da inclusão seja realmente efetivo. O primeiro passo para fazermos a inclusão é entender o transtorno ou a deficiência com que estamos lidando. Como cada pessoa tem suas peculiaridades, diferenças, comorbidades e é muito importante compreender isso no caso da Síndrome de Down, porque também é possível que o indivíduo tenha alterações auditivas, por exemplo.” 

Ela ainda comentou sobre o papel das escolas na inclusão e respeito a diversidade. 

“A escola vai participar do desenvolvimento acadêmico com as habilidades de leitura e escrita, adequando o ensino a cada demanda. Como a Síndrome de Down já pode ser identificada ainda na barriga da mãe, quanto mais cedo estimulamos esse bebê, melhor será a cognição e a autonomia.” 

Terapia ocupacional no tratamento da Síndrome de Down

A terapia ocupacional auxilia no desenvolvimento cognitivo e atividades do dia a dia, além de fornecer recursos para que o portador da síndrome desenvolva autonomia. Cada tratamento é desenvolvimento de forma especializada para cada indivíduo, mas é comum que em crianças realizem a terapia por meio de atividades lúdicas com brinquedos, jogos e pinturas.

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