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Desemprego no Brasil cai para 5,6% e alcança menor nível desde 2012

Desemprego no Brasil cai para 5,6% e alcança menor nível desde 2012

Dados da Pnad Contínua, divulgados pelo IBGE nesta terça-feira (16), mostram redução do desemprego e crescimento da ocupação.

O desemprego no Brasil recuou para 5,6% no trimestre encerrado em julho, alcançando o menor nível desde 2012.

Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad), divulgada pelo IBGE, o número de pessoas sem trabalho caiu para 6,118 milhões, enquanto a população ocupada atingiu 102,4 milhões, um recorde histórico.

Queda histórica no desemprego e aumento da ocupação

Desemprego no Brasil cai para 5,6% e alcança menor nível desde 2012
(Dados do IBGE)

Na comparação com o trimestre anterior, o total de desempregados recuou 14,2%, o que representa cerca de 1 milhão de pessoas a menos em busca de trabalho. Em relação ao mesmo período de 2024, a retração foi de 16%, equivalente a 1,2 milhão de pessoas a menos.

Dentro desse cenário, o percentual de trabalhadores em idade ativa se manteve em 58,8%, mostrando estabilidade na participação no mercado de trabalho.

Carteira assinada impulsiona empregos formais

O número de empregados com carteira assinada no setor privado alcançou 39,1 milhões, o maior volume já registrado. O resultado mostra estabilidade frente ao trimestre anterior e avanço de 3,5% em relação a 2024.

Em declaração ao portal G1, William Kratochwill, analista do IBGE, afirmou que os dados confirmam “um mercado de trabalho mais ativo, com redução da subutilização da mão de obra”.

Setores que mais contrataram

Desemprego no Brasil cai para 5,6% e alcança menor nível desde 2012
(Reprodução/Freepik)

O crescimento da ocupação foi puxado por três áreas principais: agropecuária e atividades relacionadas, com alta de 206 mil pessoas; informação, comunicação, finanças e administração, que somaram 260 mil; e administração pública, saúde, educação e serviços sociais, com 522 mil novos postos.

Comparando com 2024, também se destacaram indústria (580 mil vagas), comércio (398 mil), transporte e correio (360 mil) e serviços administrativos (480 mil).

Desemprego, desalento e informalidade em queda

O número de pessoas em desalento — aquelas que desistiram de procurar trabalho — caiu para 2,7 milhões, recuo de 11% no trimestre e 15% em relação ao ano anterior.

A taxa de informalidade recuou para 37,8%, menor que os 38,7% de 2024, embora ainda haja 38,8 milhões de trabalhadores informais. Segundo o IBGE, o aumento de empregos formais contribuiu para reduzir o peso da informalidade na força de trabalho.

Rendimento médio e massa salarial atingem recorde

O rendimento médio real habitual dos trabalhadores chegou a R$ 3.484, valor recorde na série histórica da pesquisa, com crescimento de 1,3% no trimestre e 3,8% em 12 meses.

A massa de rendimentos — soma de todos os salários — alcançou R$ 352,3 bilhões, também o maior registro da série.

Subaproveitamento em nível mais baixo

Desemprego no Brasil cai para 5,6% e alcança menor nível desde 2012
(Reprodução/Freepik)

A taxa composta de subutilização, que considera desempregados, subocupados por insuficiência de horas e desalentados, caiu para 14,1%, menor índice desde o início da série.

No trimestre, o total de pessoas subutilizadas somou 16,1 milhões, queda de 8,8% em relação ao período anterior e de 12,4% (2,3 milhões) na comparação anual.

Sobre a Pnad Contínua

A Pnad Contínua, criada em 2012 pelo IBGE, é o principal levantamento sobre o mercado de trabalho no Brasil.

Realizada trimestralmente, a pesquisa abrange mais de 200 mil domicílios em todo o país e fornece informações detalhadas sobre ocupação, desemprego, informalidade, jornada de trabalho e rendimentos.

Seus dados permitem acompanhar tendências do emprego e da renda, além de identificar grupos em situação de vulnerabilidade.

Por oferecer informações confiáveis e abrangentes, a Pnad Contínua é uma referência essencial para análises econômicas, decisões de políticas públicas e estudos acadêmicos sobre o mercado de trabalho.

Perspectivas para o mercado de trabalho

Especialistas apontam que a redução do desemprego reflete a expansão da atividade econômica em diversos setores. Apesar da evolução, o desafio da informalidade persiste, representando ainda mais de um terço da força de trabalho.

O próximo balanço da Pnad Contínua, referente ao trimestre encerrado em agosto, será divulgado pelo IBGE em 30 de setembro.

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FONTE: IBGE

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