Foto: Marcelo Camargo
Empresa estatal acumula prejuízo de 4,36 bilhões de reais no primeiro semestre de 2025 e busca empréstimo de 20 bilhões para tentar amenizar a crise.
A empresa brasileira de Correios e Telégrafos, conhecida como Correios, está enfrentando uma das crises financeiras mais graves de sua longa história. A instituição pública acumula nada menos que doze trimestres seguidos de resultados financeiros negativos. Essa sequência de prejuízos começou em meados do ano de 2022, ainda durante o governo do então presidente Jair Bolsonaro, e continua sem solução no atua governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O primeiro semestre de 2025 trouxe o maior rombo já registrado pela empresa publica em toda a sua trajetória, um prejuízo colossal de 4,36 bilhões de reais. Diante desse cenário financeiro crítico e insustentável, a estatal tomou a decisão de anunciar publicamente na última quarta-feira, dia 15, que esta a procura de um empréstimo emergencial no valor de 20 bilhões de reais. A quantia astronômica tem como objetivo principal tentar conter a crise profunda que ameaça a sobrevivência da empresa.
A situação financeira dos Correios já era preocupante, mas atingiu um novo e alarmante patamar no ano de 2024. Foi quando a empresa registrou seu primeiro prejuízo bilionário desde o ano de 2016. O resultado negativo do ano passado foi de 2,6 bilhões de reais. Esse valor supera em muito, em valores reais atualizados, o prejuízo de 1,5 bilhão de reais, que equivaleria a cerca de 2,3 bilhões nos dias de hoje, registrado há oito anos. A sucessão ininterrupta de números vermelhos revela de forma cristalina a extrema vulnerabilidade do atual modelo de negócios dos Correios. O cenário atual e de um mercado de logística e entregas cada vez mais competitivo, agressivo e dominado por empresas privadas eficientes. O empréstimo bilionário agora buscado é visto como a última cartada para tentar recapitalizar a empresa e financiar uma ampla e profunda reestruturação.












