Casal de jovens no Rio Grande do Sul faz parte dos mais de 218 mil novos empreendimentos criados no estado após a covid-19; mulheres foram as que mais enfrentaram barreiras para voltar ao mercado
Segundo o Estudo Econômico da América Latina e do Caribe 2022, divulgado pela Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (Cepal), a pandemia da covid-19 agravou a desigualdade de gênero no mercado de trabalho. As mulheres, especialmente chefes de família, tiveram mais dificuldade para se reinserir profissionalmente e registraram taxas de desemprego superiores às dos homens.
O cenário de incerteza foi um obstáculo extra para quem sonhava abrir o próprio negócio. Com estabelecimentos fechando, empregos sendo perdidos e vidas ceifadas, a ideia de empreender parecia distante, mas não impossível.
Da crise ao primeiro negócio
Foi nesse contexto que Sabrina Leal Mendes Nalério, de 28 anos, e o marido Cainã Nalério Dias, de 29, decidiram apostar no sonho de ter uma loja própria. Cainã trabalhava com vendas de veículos, mas o setor estava enfraquecido. Com apenas um carro para vender, ele sugeriu que era hora de investir na ideia de Sabrina:
Se não for agora, quando teremos outra oportunidade? relembra.
Sabrina, que trabalhava como CLT no comércio, aceitou o desafio, mesmo insegura diante do momento econômico. O casal iniciou a busca por um ponto comercial, mas a localização desejada parecia inalcançável. Até que, surpreendentemente, conseguiram um espaço no centro da cidade, onde inauguraram a @binafashionstore, especializada em moda feminina social, casual e vestidos de festa, atendendo desde jovens até senhoras.
Tendência no pós-pandemia
De acordo com o Sebrae, o Rio Grande do Sul registrou cerca de 218 mil novos empreendimentos no período pós-pandemia, mostrando que, mesmo diante das dificuldades, muitos brasileiros encontraram na crise a oportunidade para transformar sonhos em realidade.
Sabrina e Cainã são exemplo de que histórias de sucesso também podem começar em tempos de incerteza.












