Na última terça (26), foi aprovado pela Comissão Europeia (CE), a comercialização da injeção Yeytuo (lenacapavir) que diminui o risco de contrair o vírus HIV.
A autorização foi realizada no laboratório responsável pelo tratamento, Gilead Sciences. No final de junho, a Agência reguladora dos Estados Unidos, Food and Drug Administration (FDA), já havia aprovado a injeção.
O medicamento Yeytuo (lenacapavir) se tornou a única opção de tratamento semestral aprovada para ser utilizada nos 27 países da União Europeia, além da Noruega, Islândia e Liechtenstein.
Estudos sobre o tratamento

De acordo com dados realizados pelo laboratório Gilead, a primeira etapa mostrou que a aplicação semestral preveniu 100% dos novos casos de HIV em um estudo realizado entre 2.134 mulheres cisgênero.
O segundo estudo revelou duas infecções por HIV entre 2.179 homens cisgênero e pessoas de gênero fluido, demonstrando uma eficácia de 99,9%.
Yeytuo (lenacapavir)
Desde 2022, Yeytuo (lenacapavir) já estava sendo comercializada nos Estados Unidos.
No entanto, o tratamento era exclusivo para pacientes já infectados com o vírus HIV, que apresentavam alguma resistência aos tradicionais antirretrovirais.
Sua atuação impede a formação do capsídeo, estrutura que protege o RNA viral e permite a entrada do vírus nas células. Dessa forma, o HIV não se multiplica, mantendo a doença sobre controle.
A aplicação é feita na região abdominal e garante a eficácia por até seis meses. Após isso, é necessária a reaplicação da injeção.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) aprova a terapia, porém, o tratamento custa mais de US$ 28 mil por ano. Cada país ainda negociará valores e reembolsos.
No dia 3 de abril, a Gilead anunciou ter submetido o pedido de registro à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). No entanto, o medicamento ainda não chegou ao mercado brasileiro.
Foto: Reprodução/Freepik












