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Casos de câncer colorretal podem aumentar mais de 20% até 2040 no Brasil, alerta Fundação do Câncer.

Doença já registra 45 mil novos diagnósticos por ano e preocupa médicos pela alta entre pessoas mais jovens

O Brasil deve registrar, em média, 45.630 novos casos de câncer de cólon e reto por ano entre 2023 e 2025, segundo estimativa do Instituto Nacional do Câncer (INCA). Do total, 23.660 devem ocorrer em mulheres e 21.970 em homens. A tendência é de crescimento: levantamento da Fundação do Câncer projeta alta superior a 20% até 2040, o que representa cerca de 71 mil diagnósticos anuais.

O câncer colorretal já é o terceiro tipo mais comum no país, atrás apenas do câncer de pele não melanoma e do câncer de mama feminino. Em 2022, o Observatório da Saúde Pública registrou quase 96 mil internações relacionadas à doença, além de 20.245 mortes — sendo 10.356 em mulheres e 9.889 em homens.

A médica coloproctologista Fernanda Leticia Cavalcante alerta para a importância da prevenção.

“É urgente reforçar o rastreamento por colonoscopia a partir dos 45 anos. Detectar pólipos em estágio inicial pode reduzir significativamente o número de casos graves. A colonoscopia salva vidas” afirma.

Fonte: Reprodução

Crescimento regional e entre jovens.

De acordo com a Fundação do Câncer, as regiões Centro Oeste e Norte podem registrar aumento acima de 30% até 2040, enquanto o Sudeste, que concentra a maioria dos diagnósticos, deve crescer 18%.

Embora a maior parte dos casos ainda esteja entre pessoas com mais de 65 anos, especialistas já observam aumento em adultos mais jovens. Fatores como sedentarismo, excesso de peso, consumo de carne vermelha e ultraprocessados, tabagismo e álcool estão entre os principais riscos. Já a alimentação rica em fibras e prática regular de exercícios físicos ajudam reduzir a incidência.

Prevenção e diagnóstico precoce.

O exame de colonoscopia é considerado o principal método de detecção precoce, permitindo identificar e remover pólipos antes que evoluam para tumores malignos. Testes iniciais como pesquisa de sangue oculto nas fezes também contribuem para identificar lesões iniciais.

Casos de maior repercussão na mídia, como o recente diagnóstico e falecimento da cantora Preta Gil, vêm aumentando a visibilidade do tema. Especialistas defendem que o Brasil estruture programas nacionais de rastreamento com colonoscopia regular, especialmente para pessoas acima de 45 anos, a fim de conter o avanço da doença

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