Mais de 30 mil procedimentos foram realizados no país, um aumento de 18% em relação a 2022. No Rio Grande do Sul, 1.812 pessoas receberam órgãos ou tecidos. Atualmente, mais de 78 mil aguardam na fila por um transplante no Brasil.
O Brasil registrou, em 2024, o maior número de transplantes da história pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com mais de 30 mil procedimentos realizados, aumento de 18% em relação a 2022. O balanço foi divulgado pelo Ministério da Saúde em 4 de junho, em Brasília.
No Rio Grande do Sul, foram feitos 1.812 transplantes, incluindo córnea (883), rim (558), fígado (134) e medula óssea (176). Apesar do avanço, mais de 78 mil pessoas seguem na fila de espera por…Brasil registra recorde histórico de transplantes pelo SUS em 2024
Mobilização pela causa
Para incentivar a doação, entidades como a Adote – Aliança Brasileira pela Doação de Órgãos e Tecidos, a Liga Pelotense Doe Órgãos (LPDO) e a Viveri – Associação Nacional de Pré e Pós-Transplantados promovem, no dia 8 de novembro, a “Caminhada pela Vida” em Pelotas (RS). A concentração será às 9h, no Posto Paulo Moreira, na Avenida Fernando Osório, esquina com Avenida Dom Joaquim. Mais informações estarão disponíveis nos canais oficiais da Adote e da Viveri.
Como se tornar um doador
Entre os órgãos e tecidos que podem ser doados estão coração, córneas, fígado, rins, pâncreas, pulmões, pele, ossos, válvulas cardíacas e medula óssea. Doação em vida: possível no caso de um rim ou parte do fígado, desde que haja compatibilidade e boa saúde do doador. Doação pós-morte: geralmente ocorre em casos de morte encefálica, mediante autorização da família.
As idades-limite para doação variam: até 75 anos para rim, 55 para pulmão, 65 para válvulas cardíacas, pele e ossos; córneas não têm restrição de idade. O passo mais importante para quem quer ser doador é comunicar claramente a decisão à família, pois a autorização deles é essencial para efetivar a doação.
A história de Phillyp Almeida
O corredor e voluntário Phillyp Almeida, de 37 anos, é um exemplo vivo da importância da doação. Transplantado de fígado, ele nasceu com uma doença hepática e enfrentou 34 anos de luta contra a enfermidade. Permaneceu oito meses na fila de espera até receber a notícia do transplante, que mudou sua vida. Grato pela nova chance, Phillyp fundou a Liga Pelotense Doe Órgãos e atua junto à Viveri e ao grupo “Diga Sim à Doação de Órgãos” para conscientizar a população. “Eu sei o que é esperar, e hoje quero ajudar outras pessoas a também saírem da fila”, afirma.












