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Brasil faz história e quebra jejum de 62 anos ao conquistar ouro no basquete masculino da Universíade

Foto: Seleção Brasileira/Celio Junior-CBDU
Com uma virada histórica contra os Estados Unidos, a seleção brasileira universitária venceu por 94 a 88 na Universíade de Rhine-Ruhr 2025.

A seleção brasileira masculina de basquete protagonizou uma virada espetacular e conquistou a medalha de ouro na Universíade de Rhine-Ruhr 2025, encerrando um jejum de 62 anos sem o título na competição. Em uma partida marcada por emoções intensas, o Brasil venceu os EUA por 94 a 88 na prorrogação, depois de estar perdendo por 26 pontos durante o jogo.

O confronto começou com o Brasil impondo um ritmo forte e terminando o primeiro quarto à frente por 20 a 17. Porém, no segundo quarto, a equipe americana dominou o jogo, revertendo a desvantagem e ampliando a diferença para 43 a 29. Esse domínio se estendeu pelo terceiro quarto, quando os Estados Unidos abriram 26 pontos de vantagem, vencendo o período e chegando ao último quarto com um placar de 67 a 45.

Com o técnico Fernando Pereira no comando, a seleção brasileira iniciou então uma reação extraordinária no quarto período. Liderados pelo armador Adyel Borges e pelo ala Reynan dos Santos, o Brasil começou a reduzir a diferença. Faltando menos de seis minutos para o fim, o placar ainda mostrava 76 a 57 para os americanos, mas a seleção brasileira não desistiu. Com muito coração e técnica, a equipe buscou o empate nos segundos finais, com Reynan Gabriel acertando uma cesta de três pontos decisiva a apenas seis segundos do fim, levando o jogo ao empate em 80 a 80 e forçando a prorrogação.

Na prorrogação, o Brasil voltou a dominar o placar e garantiu o triunfo por 94 a 88, consolidando uma virada histórica e um título que não vinha desde 1963, quando o país venceu a competição sediada em Porto Alegre.

Individualmente, Adyel Borges foi o grande destaque brasileiro na decisão, sendo o cestinha com 25 pontos, além de contribuir com quatro assistências e quatro roubos de bola. Reynan Gabriel teve uma atuação completa, anotando 18 pontos, seis rebotes e seis assistências, enquanto Zu Júnior também marcou presença com 16 pontos.  “A gente bateu nos donos da casa e bateu em quem acha que é o dono do mundo. O basquete é brasileiro”, conta o ala Anderson Barbosa, do Mogi Basquete, em vídeo comemorativo. 

A campanha do Brasil na Universíade foi brilhante, com três vitórias na fase de grupos contra Filipinas, Polônia e República Tcheca, seguida de triunfos sobre Coreia do Sul nas quartas de final e Alemanha na semifinal, em jogo que teve grande polêmica, antes da decisão contra os Estados Unidos.

Além da glória esportiva, essa conquista reflete o sucesso de uma estrutura sólida de desenvolvimento do basquete universitário no Brasil, fruto da parceria entre a Confederação Brasileira de Basquete (CBB) e a Confederação Brasileira do Desporto Universitário (CBDU), além da forte presença dos clubes formadores nacionais que participam do Novo Basquete Brasil (NBB). Dos 12 atletas campeões, 11 atuam em equipes brasileiras de destaque, evidenciando o trabalho de base e alto rendimento.

Essa medalha de ouro não é apenas um título isolado, mas a consagração de um projeto que valoriza o esporte como ferramenta de formação e transformação, consolidando o basquete brasileiro como potência no cenário universitário mundial.

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