Montagem do módulo Encenação 2025 explora dramaturgas brasileiras e convida o público a refletir sobre experiências-limite.
Entre os dias 19 e 21 de setembro, o Teatro do Centro Cultural Sesi Sorocaba recebe a estreia da peça “Se morri já não me lembro: um ensaio para recriar o mundo”, apresentada pelos alunos do módulo Encenação 2025 do Núcleo de Artes Cênicas (NAC) do Sesi Sorocaba. As sessões acontecem às 20h na sexta (19) e sábado (20), e às 18h no domingo (21). Os ingressos são gratuitos e podem ser reservados no site Meu Sesi.
Direção e proposta de “Se Morri Já Não Me Lembro”
A direção é assinada por Ana Carolina Santana, orientadora cultural do Sesi Sorocaba, que conduz a montagem com sensibilidade e olhar crítico. A peça propõe refletir sobre experiências e os desafios do mundo contemporâneo, sem apostar em finais trágicos, usando a imaginação e a memória como forma de resistência. A montagem é recomendada para maiores de 14 anos.
Enredo e narrativa
A trama acompanha duas irmãs em um apartamento, em meio a um mundo que parece em ruínas: o planeta teria explodido ou foi apenas a televisão que queimou durante o noticiário? A narrativa fragmentada, com trechos que se misturam e pulos no tempo, convida o público a acompanhar o movimento de vida-morte-vida das personagens diante de uma crise humanitária, deixando o desfecho em aberto.

Tema do módulo Encenação 2025
O módulo Encenação 2025 teve como tema de estudo as dramaturgas brasileiras, uma proposta comum a todos os cursos do Sesi, mas que neste ano ganhou destaque no processo de criação. “Nos escutamos muitos nomes de homens na dramaturgia, como Shakespeare e Nelson Rodrigues. Quando pensamos em mulheres, há um silêncio. A nossa intenção é provocar e apresentar nossas dramaturgas”, explica Ana Carolina.
Depoimentos do elenco
O elenco, formado por 10 atores e atrizes selecionados em processo anual do Sesi, mais uma técnica performance, também compartilhou suas experiências durante a preparação.
Vitória Ongaratto conta que o tema a pegou de surpresa: “No processo seletivo, pediram para eu citar alguma dramaturga brasileira e fiquei em branco. É um tema que às vezes deixamos de lado, focando em nomes tradicionais, mas conhecer essas dramaturgas foi incrível”.
Para Júlio Almeida Prado, que estreia nos palcos com a peça, a experiência foi ainda mais desafiadora: “No começo, foi assustador, porque nunca tinha participado de teatro. Mas conhecer essas dramaturgas e viver essas experiências foi incrível. A riqueza do processo está sendo enorme”.
Importância do projeto
O espetáculo integra um projeto mais amplo de pesquisa cênica do Sesi Sorocaba, que valoriza o estudo das dramaturgas brasileiras e promove a reflexão sobre temas contemporâneos, unindo formação artística e consciência cultural.












