As vendas do comércio varejista caíram 0,3% em julho, informou o IBGE nesta quinta-feira (11). Foi o quarto recuo seguido, somando perdas de 1,1% desde março.

O comércio varejista registrou queda de 0,3% em julho na comparação com junho, conforme a Pesquisa Mensal de Comércio (PMC) divulgada pelo IBGE
O resultado marca o quarto mês consecutivo de retração no setor, acumulando perda de 1,1% no período. Já na comparação com julho de 2024, o comércio cresceu 1,0%, registrando o quarto resultado positivo seguido.
Setores em queda e em alta
A Pesquisa Mensal de Comércio mostrou que seis das oito atividades do varejo operaram abaixo do nível de março de 2025. Entre os setores com queda estão equipamentos de informática (-3,1%), tecidos, vestuário e calçados (-2,9%) e hipermercados (-0,3%).
Em contrapartida, móveis e eletrodomésticos cresceram 1,5% e artigos farmacêuticos tiveram alta de 0,6%. Combustíveis e lubrificantes também registraram variação positiva de 0,7%, enquanto livros, jornais e papelaria subiram 1,0%.
Cristiano Santos, gerente da PMC, comentou ao portal O Globo que “desde março, último mês com crescimento, o setor já registra queda de 1,1% no patamar de vendas. Há um fator base nessa diminuição lenta e contínua”.
Comércio ampliado cresce no mês, mas recua no ano

O comércio varejista ampliado, que inclui veículos, motos, material de construção e atacado de produtos alimentícios, teve alta de 1,3% em julho frente a junho. Entretanto, na comparação anual, o segmento registrou queda de 2,5%.
Veículos e motos subiram 1,8% no mês, enquanto material de construção avançou apenas 0,4%. Já o atacado de produtos alimentícios não teve número suficiente para ajuste sazonal, segundo o IBGE.
O gerente da PMC destacou que “o cenário negativo persistente nos últimos quatro meses está distribuído setorialmente, sendo que apenas móveis e eletrodomésticos e o setor farmacêutico seguem acima do patamar de março”.
Comparativo anual mostra predominância de resultados positivos
Na comparação com julho de 2024, seis das oito atividades do varejo tiveram crescimento.
Destaques foram artigos farmacêuticos (3,8%), livros e papelaria (3,4%) e móveis e eletrodomésticos (3,2%). Tecidos, vestuário e calçados registraram queda de 1,5%, enquanto equipamentos de informática tiveram recuo de 4,7%.
No comércio ampliado, veículos e motos caíram 9,0%, material de construção 2,6% e atacado de produtos alimentícios 7,5%. Santos ressaltou que “os resultados positivos continuam concentrados no setor farmacêutico e em móveis e eletrodomésticos”.
Variação regional do comércio em julho

Entre junho e julho de 2025, 16 das 27 unidades da federação registraram queda no varejo. Rondônia (-2,2%), Minas Gerais (-1,1%) e Paraíba (-1,0%) tiveram os resultados mais negativos.
Por outro lado, Amapá (3,9%), Distrito Federal (0,9%) e Sergipe (0,8%) registraram crescimento. Santa Catarina, São Paulo e Rio Grande do Sul permaneceram estáveis.
No comércio ampliado, 22 das 27 unidades registraram alta. Mato Grosso (7,1%), Amapá (4,4%) e Distrito Federal (4,2%) lideraram as altas. Espírito Santo (-2,6%), Roraima (-2,1%) e Mato Grosso do Sul (-0,7%) ficaram no negativo.
Frente a julho de 2024, 20 estados tiveram crescimento no varejo, com Amapá (8,5%), Santa Catarina (5,4%) e Mato Grosso (4,9%) se destacando. Tocantins (-11,8%), Rio de Janeiro (-1,7%) e Goiás (-1,3%) registraram as maiores quedas.
No varejo ampliado, 17 unidades apresentaram crescimento. Mato Grosso (9,7%) e Amapá (8,9%) lideraram, enquanto São Paulo (-7,5%), Goiás (-5,0%) e Rio Grande do Sul (-4,2%) tiveram resultados negativos.
Sobre a Pesquisa Mensal de Comércio
A Pesquisa Mensal de Comércio (PMC), iniciada em 1995, fornece dados mensais sobre volume e receita nominal de vendas para o comércio varejista e varejo ampliado no Brasil.
A pesquisa abrange empresas formais com 20 ou mais pessoas ocupadas. Os resultados podem ser consultados no Sidra, e a próxima divulgação será em 11 de setembro, com dados de agosto de 2025.
A PMC é referência para acompanhar tendências e comportamento conjuntural do comércio, permitindo comparações entre setores e regiões.
Veja também:












