A ação cumpriu 18 mandados de prisão e 22 de busca e apreensão, envolvendo crimes de tráfico internacional de armas e lavagem de dinheiro.
Na manhã desta quarta-feira (3), a Polícia Federal deflagrou a operação Zargun, feita por meio da Força Integrada de Combate ao Crime Organizado no Rio de Janeiro (FICCO/RJ), com o objetivo de desarticular um esquema de corrupção envolvendo agentes públicos ligados à cúpula de uma das maiores facções do Brasil, especializada em tráfico internacional de armas e drogas, corrupção e lavagem de capitais.
De acordo com a PF, na ação de hoje, estão sendo cumpridos 22 mandados de prisão preventiva e 18 mandados de busca e apreensão. Também foi determinado pelo Tribunal Federal da 2* Região o bloqueio de bens e valores dos investigados, que somam R$ 40 milhões, a suspensão de agentes públicos e de empresas utilizadas para lavagem de dinheiro, além da transferência emergencial de lideranças da facção para presídios federais de segurança máxima.

As investigações identificaram um esquema de corrupção que envolvia a liderança da facção Comando Vermelho no Complexo do Alemão e agentes políticos e públicos. Entre os investigados estão um delegado da PF, três policiais militares, ex-secretário municipal e estadual e um deputado estadual empossado em 2024.
Segundo a Polícia Federal, a facção buscava se infiltrar em órgãos públicos para garantir impunidade e obter acesso a informações sigilosas. O grupo também importava armas do Paraguai e equipamentos antidrone da China, revendendo-os inclusive para facções rivais.
Os investigados poderão responder pelos crimes de organização criminosa, tráfico internacional de armas e drogas, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro. Até a última atualização, o balanço apontava para 15 presos, entre eles o deputado estadual Tiego Raimundo dos Santos Silva (MDB-RJ), conhecido como TH Joias, suspeito de intermediar a compra e venda de armas para o Comando Vermelho.












