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Lula e Xi Jinping se unem em defesa do multilateralismo em conversa telefônica

Foto: Ricardo Stuckert / PR

Presidentes de Brasil e China reforçam parceria estratégica e buscam fortalecer instituições globais em cenário geopolítico complexo.

Em uma importante conversa por telefone, o presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva e o líder chinês Xi Jinping reafirmaram o compromisso de suas nações com o multilateralismo e o fortalecimento de instituições globais como as Nações Unidas. A pauta, divulgada por meio de notas oficiais dos governos, demonstra uma sintonia crescente entre os dois países no cenário internacional, especialmente em um momento de tensões e desafios geopolíticos.

A chamada, solicitada por Lula, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, serviu para discutir a cooperação bilateral e a visão compartilhada sobre a necessidade de um mundo multipolar. Ambos os líderes expressaram preocupação com o ressurgimento de tendências protecionistas e unilaterais, que, segundo eles, minam a estabilidade global e prejudicam o desenvolvimento sustentável.

Lula e Xi Jinping conversaram sobre a intensificação da parceria estratégica entre Brasil e China, que se reflete não apenas no comércio, mas também em investimentos e cooperação tecnológica. A China se mantém como o principal parceiro comercial do Brasil, com trocas anuais que superam a marca de 100 bilhões de dólares. A conversa, no entanto, foi além das questões econômicas.

Lula e Xi Jinping no Grande Palácio do Povo, Pequim – China. Foto: Ricardo Stuckert / PR.

O presidente brasileiro destacou a importância de reformar a governança global, buscando uma maior representatividade de países em desenvolvimento em órgãos como o Conselho de Segurança da ONU. A China, por sua vez, reforçou seu apoio a uma ordem mundial mais justa e equitativa, em que a voz de nações emergentes seja ouvida.

A busca por soluções para conflitos e crises, como a guerra na Ucrânia, também esteve na pauta. Lula e Xi Jinping concordaram sobre a importância do diálogo e da diplomacia para a resolução de disputas internacionais, em vez do uso da força. Eles ressaltaram o papel do G20 e do BRICS, grupo que inclui Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, como plataformas cruciais para a coordenação de políticas e a promoção da

O multilateralismo, princípio central na conversa dos dois líderes, é a doutrina que defende a coordenação e a cooperação entre múltiplos países para a resolução de problemas globais. A aproximação entre Brasil e China em torno desse tema é vista por analistas como um movimento estratégico para contrabalancear a influência de potências tradicionais e promover uma nova arquitetura de poder global.

A convergência de visões entre Brasília e Pequim, especialmente em um contexto de disputa de narrativas, sinaliza uma mudança significativa na diplomacia internacional. Ao reforçarem a defesa do multilateralismo, os dois países buscam consolidar sua posição como atores-chave na construção de um futuro mais cooperativo e menos conflituoso.

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