Presidente do Palmeiras vê na Sociedade Anônima do Futebol o caminho para profissionalizar a gestão, atrair investimentos e garantir a sustentabilidade dos clubes no país.
Leila Pereira, empresária de grande influência no futebol brasileiro e presidente do Palmeiras, tem se destacado como uma das principais vozes na defesa da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) para os clubes do país. Para ela, a adoção da SAF representa uma verdadeira revolução na gestão de clubes, oferecendo uma solução estrutural para problemas históricos que assolam o futebol nacional.
O contexto do futebol brasileiro
Historicamente, os clubes brasileiros funcionam com associações sem fins lucrativos, o que implica limitações significativas em termos de gestão, governança e captação de recursos. Essa estrutura tradicional tem dificultado a profissionalização, deixando muitos clubes atolados em dívidas e dependentes de receitas instáveis, como bilheteria e direitos de transmissões em televisões ou streamings.
Leila Pereira aponta que esse modelo já não é mais sustentável, especialmente diante da crescente global das maiores competições do mundo. “Os clubes precisam se adaptar ao mercado, profissionalizar sua gestão e buscar fontes de receitas que garantam sustentabilidade no longo prazo”, defende a presidente.
O que é a SAF e porque ela é vista como solução?
Criada pela Lei nº14.193/21, a SAF é uma estrutura jurídica que permite aos clubes se transformarem em empresas, abrindo espaços para investidores, maior transparência e regras claras de governança. O modelo permite a captação de recursos por meio de investimentos privados, emissão de ações e até mesmo a abertura para sócios minoritários.
Leila destaca que SAF traz vantagens cruciais:
- Governança profissional: Gestão por profissionais capacitados, com foco em resultados financeiros e esportivos, evitando decisões amadoras ou políticas.
- Transparência: Prestação de contas periodicamente, reduzindo riscos de corrupção e má administração.
- Captação de investimentos: Abertura de investimentos nacionais e internacionais interessados em desenvolver o clube e a marca.
- Sustentabilidade financeira: Controle rigoroso das finanças, evitando o endividamento excessivo e garantindo saúde econômica.
A visão de Leila Pereira sobre o impacto da SAF:
Para Leila Pereira, a transformação dos clubes em SAF vai além de uma mera adaptação jurídica. É uma mudança cultural, que envolve tornar o futebol brasileiro mais competitivo e atraente para os negócios. Ela acredita que o Brasil pode se inspirar em modelos internacionais, onde clubes-empresa têm maior solidez financeira e capacidade de investimento.
Na sua gestão, o Palmeiras, um clube que já é referência em profissionalismo e resultados. Leila defende que a SAF pode ser a solução para outros clubes saírem de uma crise financeira e ganharem autonomia para investir em infraestrutura, categorias de base e elencos competitivos.
Desafios para a adoção da SAF
Apesar dos benefícios, Leila reconhece que essa transição para o modelo de SAF não é simples. Muitos clubes enfrentam resistências internas, como a dificuldade de abrir mão do controle tradicional e a necessidade de reestruturação profunda das dívidas.
Além disso, há o desafio de equilibrar o interesse dos investidores com a paixão dos torcedores, garantindo que a gestão profissional não descaracterize a identidade dos clubes, um ponto que Leila considera fundamental.
O futuro do futebol brasileiro segundo Leila Pereira
Leila Pereira aponta que o crescimento do modelo SAF será acelerado nos próximos anos, especialmente com o exemplo de clubes que já adotam esse modelo e colhem frutos dessa transformação. Ela acredita que a profissionalização das gestões vão trazer mais competitividade, visibilidade internacional e desenvolvimento para o futebol brasileiro.
“Não se trata apenas de modernizar os clubes, mas de garantir que o futebol brasileiro seja protagonista no cenário global, com sustentabilidade, profissionalismo e paixão alinhados”, afirma.











