Divulgação: Azul
Azul ainda divulgou outras mudanças que visam maior lucratividade
Uma grande mudança está prevista para acontecer nos voos em regiões do Brasil. A companhia de aviação Azul Linhas Aéreas anunciou, por meio de uma apresentação institucional divulgada no dia 1° de agosto, que encerrará operações em 13 cidades brasileiras e também excluirá 53 rotas de menor rentabilidade para a empresa.
A empresa concentrará suas atividades nos aeroportos que são pontos centrais de voos da Azul, como Viracopos (Campinas), Confins (Belo Horizonte) e Recife, para reduzir a necessidade de diversas conexões.
A Azul passa por um processo de recuperação judicial nos Estados Unidos (Chapter 11) desde maio e busca uma reestruturação na oferta de serviços e operação, visando o aumento de receita.
O plano de mudanças inclui redução de 35% da sua frota, substituição das aeronaves antigas por modelos novos da Embraer, diminuição dos voos diários da Azul (que devem cair de 931 para 836 voos), cobrança de bagagens despachadas, marcação de assentos e troca das refeições por “boxes” para café da manhã e lanches. Com isso, espera-se que haja uma elevação na taxa média de ocupação dos voos para 83%, que atualmente está entre 80% e 82%. É previsto um financiamento de US$ 1,6 bilhão para reduzir sua dívida em mais de US$ 2 bilhões.

Divulgação: Albari Rosa/ Arquivo/Gazeta do Povo
Em janeiro deste ano, a companhia já havia anunciado a suspensão de voos em 12 cidades brasileiras como consequência ao aumento nos custos operacionais da aviação, crise global na cadeia de suprimentos, alta do dólar e ajuste de oferta e demanda. A medida, que começou a valer a partir de 10 de março, impactou os municípios de Barreirinhas (MA), Cabo Frio (RJ), Campos (RJ), Correia Pinto (SC), Cratéus (CE), Iguatú (CE), Mossoró (RN), Parnaíba (PI), Rio Verde (GO), São Benedito (CE), São Raimundo Nonato (PI), Sobral (CE).
O anúncio veio após a divulgação de um possível acordo de fusão entre Azul com a Gol, com o objetivo de unir forças no Brasil. Caso essa união se confirme, não afetaria em nada a estratégia, condução dos negócios ou as operações rotineiras da Gol.












