O CNE prevê a possibilidade de incluir a tecnologia na grade curricular dos cursos.

Inteligência Artificial (IA) pode se tornar obrigatório na grade curricular dos cursos de licenciatura e psicologia, o CNE (Conselho Nacional de Educação) discute a inclusão do tema na formação inicial dos professores com a intenção de prepará-los para o uso de IA como ferramenta.
Esse ato funcionaria como um marco regulatório inédito por utilizar ferramentas na formação de professores. O documento será enviado para o ministro da Educação, Camilo Santana, para a homologação ainda esse ano. O relator do parecer para a educação superior, Celso Niskier, pontua que o documento não verá a Inteligência Artificial como um perigo, mas como uma oportunidade com cuidado.
Higor Paulo, coordenador do DCE da UNICID (Diretório Central dos Estudantes da Universidade Cidade de São Paulo), acredita que a inteligência artificial é uma ferramenta poderosa e transformadora, desde que usada com responsabilidade e ética.
O profissional diz que essa adesão é uma necessidade urgente, mas é importante refletir sobre o impacto social, ético e econômico dessa tecnologia. “Mas também acredito que não podemos ignorar os desafios e riscos envolvidos: desigualdade no acesso, impactos no emprego, questões éticas e de privacidade são problemas reais que precisam ser debatidos e enfrentados desde já. A inclusão da IA na educação deve ser feita de forma crítica, interdisciplinar e consciente, para formar profissionais não só tecnicamente capacitados, mas éticos e socialmente responsáveis.”
O professor comenta que o uso tem que ser cuidadoso, pois ainda existem os perigos de invasão de privacidade e manipulação de dados pessoais e outros pontos que vão além: “Muitas vezes, a empolgação com as possibilidades da IA ofusca questões cruciais, como o risco de automatização massiva que pode aumentar o desemprego, a perpetuação de vieses e desigualdades sociais através de algoritmos mal desenvolvidos”, pontuou. “Se a formação não abordar esses aspectos, estaremos formando profissionais tecnicamente habilidosos, mas pouco preparados para lidar com os desafios reais que a IA traz para a sociedade.”
O MEC (Ministério da Educação) se posicionou afirmou que acompanha a iniciativa por considerá-la fundamental para que as instituições sejam orientadas a usar IA de forma ética, segura, crítica e pedagógica. O CNTE (Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação) defende que o papel dos professores seja preservado e o uso de IA apenas oriente.











