Reprodução/Banco de Imagens Pexels
A importância de trazer informação sobre esses animais que realizam trabalho de saúde pública
Esses cães fazem trabalho realmente importante para a comunidade. Estes pets recebem o treinamento necessário e adequado para atender aqueles que precisam, e recebem algumas classificações:
- Cão guia: ajuda pessoas com algum tipo de deficiência visual, ajudando no deslocamento seguro do indivíduo.
- Cães de auxílio a pessoas com deficiência visual: chamados de cães ouvintes, eles alertam os tutores sobre sons importantes como alarmes de incêndio, campainhas e outros.
- Os animaizinhos avisam de forma muito inteligente, por meio de toques com a pata ou focinho.
- Cães para prevenção a convulsões: esse tipo de cão assistente, ajuda a prevenir e ajudar pessoas que estão em situação de risco por epilepsia.
- Eles podem latir para chamar alguém da rede de apoio dessa pessoa, ou deitar ao seu lado para acalma-lá.
No entanto, nem todos os pets podem ser cães assistentes. É preciso que os animais sejam treinados por especialistas.
- Cães de serviço: são responsáveis por auxiliar pessoas que lidam com algum tipo de transtorno psíquico como síndrome do pânico, estresse pós traumático, esquizofrenia ou autismo. Além de trazer suporte para deficiências motoras.
Ademais, estudos já comprovaram que a presença de um animal é capaz de melhorar quadros de depressão e ansiedade. Uma pesquisa divulgada pela Biblioteca Nacional de Medicina dos Estados Unidos, analisou a relação entre ter um animal doméstico e a depressão, entre pessoas com mais treze anos residentes em Bangladesh, visto que é muito comum que os casos de depressão se iniciem na infância e adolescência.
O estudo revelou que, em Dhaka, donos de pets estavam em um nível mais baixo de depressão em relação aos que não tinham animais em casa. Outra pesquisa também demonstrou que os cães que permanecem em abrigos para idosos ajudaram a reduzir quadros depressivos nos residentes.
Diante do fato, a TAA (Terapia Assistida por Animais), vem ganhando força.

Como funciona?
A TAA surgiu originalmente em 1792, e foi criada pelo inglês William Tuke, comerciante e filantropo. William sugeriu que os bichinhos ocupassem hospitais psiquiátricos para ajudar os pacientes. Para se tornar um cão atuante na TAA, os pets precisam realizar exames comportamentais, dermatológicos, e passam por uma ampla verificação de possíveis doenças. Eles também devem ser castrados.
Assim, ficam preparados para auxiliar pessoas que passam pelos mais diversos problemas e transtornos de origem física ou mental. Interagir com os cachorros aumentam os níveis de serotonina, ocitocina, e reduzem os hormônios do estresse.
A lei n° 11.126/2005 garante os direitos dos cães de serviço/assistência, estabelecendo que podem permanecer em ambientes públicos como escolas, shoppings, hospitais e restaurantes, por exemplo. Também podem circular no transporte público.
É necessário apresentar a identificação do animal, e este também deve possuir comprovante de treinamento e documentos relacionados à saúde. O impedimento de pessoas que portam animais de serviço pode gerar multa ou interdição do estabelecimento em questão.
A Lei Prince, estabelecida no Rio de Janeiro, garante também os direitos dos cães de suporte emocional – aqueles que ajudam em casos de ansiedade, quadros de depressão e síndrome do pânico.
Portanto, é imprescindível ressaltar a relevância desses animais, além de trazer informação útil e de credibilidade para a população.












