
Entre marchas e emoções, o Dia do Motoqueiro celebra não só a liberdade sobre o asfalto, mas também o compromisso com a segurança e o respeito no trânsito. Conheça trajetórias que mostram que pilotar é mais do que acelerar — é viver com consciência.
A Paixão Sobre Duas Rodas
Com o ronco do motor ecoando nas ruas e o vento batendo no rosto, o motoqueiro representa mais do que velocidade: ele simboliza liberdade, coragem e superação. No dia 27 de julho, o Brasil celebra o Dia do Motoqueiro — uma data especial para reconhecer não só a paixão pelas duas rodas, mas também para valorizar quem faz do guidão um instrumento de trabalho, transporte, transformação e lazer.
A data foi oficializada em homenagem ao mecânico Marcos Bernardi, referência na comunidade motociclística, que é referência na comunidade motociclística e um grande apaixonado por motos, que veio a falecer em 1974. A ideia da comemoração desta data surgiu com a sugestão na Câmara dos Deputados, tornando a data uma comemoração a nível nacional, sendo abraçada por associações e aficionados por moto. Além de uma homenagem, a data marca há 25 anos a Semana do Motociclista que é organizada pela ABRAM (Associação Brasileira de Motociclistas).
Além de ser uma data comemorativa, é um momento para que possamos refletir sobre os cuidados que se deve ter ao dirigir e proteger a si e aos demais, agindo com segurança e respeito no trânsito.
Um olhar de respeito e reconhecimento
Nesta matéria, reunimos histórias que inspiram: de quem sobreviveu a acidentes e passou a conscientizar outros condutores; e de quem faz da pilotagem uma missão de respeito às leis de trânsito, ao próximo e à própria vida.
Porque ser motoqueiro vai além de acelerar: é também saber frear na hora certa, respeitar os limites da estrada e zelar por um trânsito mais humano. Em cada curva, há uma escolha. E nas escolhas conscientes, começa um futuro mais seguro para todos.
Para muitos, andar de moto é sinônimo de liberdade, praticidade e bem-estar. A sensação única de estar sobre duas rodas é descrita como terapêutica — uma conexão com o mundo e consigo mesmo. Para os amantes de moto, ouvir o ronco do motor é algo que pode arrepiar e causar um frisson indescritível dentro de si. Andar de moto vai muito além de usar para ir a um local, é para o nosso país algo cultural que se encontra inserido no nosso cotidiano, é um estilo de vida. Na questão da praticidade, andar de moto traz muitos benefícios, que vão desde gastos com a manutenção até mesmo com locais para guardar.
Sobre isso, falamos um pouco com Lorenzo Lacin morador de João Pessoa (PB), e que usa a moto com frequência e vem nos dizer o que faz gostar de moto e para ele, andar de moto é “Bom ao andar é uma coisa do tipo, sensação de estar livre, a velocidade, a adrenalina” e segundo ele o gosto por moto vem da “Por paixão e praticidade”. A seguir veremos alguns benefícios da prática automobilística sobre duas rodas:
Benefícios da Prática Automobilística Sobre Duas Rodas
Optar por se locomover sobre duas rodas — seja por motocicletas ou ciclomotores — traz uma série de vantagens que vão muito além da agilidade no trânsito. Entre os principais benefícios, destacam-se:
✅ Saúde Mental
Pilotar uma moto pode ser uma atividade extremamente benéfica para o bem-estar emocional. O ato de conduzir proporciona sensação de liberdade, foco no presente e alívio do estresse. A atenção necessária para pilotar ajuda a afastar pensamentos negativos, funcionando como uma forma de meditação ativa. Além disso:
- Liberdade e autonomia melhoram o humor e a autoestima.
- Contato com o ambiente externo — como o vento no rosto e a luz do sol — ajuda na liberação de endorfina e dopamina.
- A prática constante também pode aliviar sintomas de ansiedade e melhorar a qualidade de vida.
Além da liberdade, a prática constante do motociclismo também contribui para o desenvolvimento de habilidades cognitivas e emocionais, como:
- Tomada rápida de decisões.
- Concentração e reflexo aprimorados.
- Sensação de pertencimento a comunidades de motociclistas, que favorecem a socialização e o suporte emocional.
💸 Menores Gastos com Manutenção
Em comparação com automóveis, motos apresentam uma manutenção muito mais econômica. Entre os principais fatores:
- Menor consumo de combustível.
- Peças e revisões mais acessíveis.
- Menor desgaste de pneus e componentes mecânicos.
- Impostos e seguros geralmente são mais baratos (Essa economia permite ao condutor investir em outras áreas da vida, inclusive no lazer ou cuidados com a saúde.)
🅿️ Facilidade para Estacionar
Outro grande benefício é a praticidade na hora de estacionar. Motocicletas exigem pouco espaço, o que facilita:
- Estacionar em vagas menores e mais acessíveis.
- Reduzir tempo e estresse em locais com pouco espaço.
- Aproveitar estacionamentos específicos para motos, que muitas vezes são gratuitos ou mais baratos.
Vidas que se transformam com a moto
Para falar sobre a paixão por motos, convidamos um dos membros do Motoclube Leões do Asfalto (K.L.C.A) da cidade de Campina Grande (PB). Entramos em contato com Ferro Fernandes e ele nos contou um pouco sobre como o grupo iniciou a sua paixão por motos entre outras coisas.

Como e quando nasceu seu amor por motos?
(Ferro Fernandes) — Amor por moto nasceu desde criança, sempre sonhei em comprar uma.
Você se lembra da sua primeira moto? Como foi essa experiência?
(Ferro Fernandes) — A primeira moto foi alegria em dobro: quando comprei e quando vendi! Era tão fraquinha que eu andava mais empurrando do que pilotando (risos).
O que mais te atrai na vida sobre duas rodas — a liberdade, a velocidade, o estilo, a comunidade?
(Ferro Fernandes) — O que mais me atrai é a liberdade de estilo.
Como você conheceu o moto clube do qual faz parte?
(Ferro Fernandes) — Conheci através de um conhecido que era doido para participar.
O que representa para você ser parte de um motoclube?
(Ferro Fernandes) — Fazer parte de um motoclube com disciplina, amizade e irmandade.
Como é a rotina de um motoclube? Vocês têm encontros regulares?
(Ferro Fernandes) — Rotina de um motoclube para combinar os eventos e as responsabilidades e fazeres de cada integrante.
Existe um código de conduta ou valores que o grupo segue?
(Ferro Fernandes) — Existe um código, temos regulamento estatutário, o que deve fazer é o que não deve.
O que muda quando se anda sozinho versus quando se viaja com o grupo?
(Ferro Fernandes) — Quando viajava em comboio um protegia outro e quando viaja só menos protegido.
Quais são os principais perfis de pessoas que participam do seu motoclube?
(Ferro Fernandes) — Não temos perfis exclusivos e só gosta de moto de viajar e ter disciplina.
Quais são os destinos preferidos do seu motoclube?
(Ferro Fernandes) — Não temos destino preferido de moto na estrada, qualquer destino é perfeito.
Tem algum lugar que todo motoqueiro deveria visitar pelo menos uma vez na vida?
(Ferro Fernandes) — Lugar q motocicleta tem q visita à sede pelo menos uma vez no ano.
Existem encontros nacionais ou internacionais de motoclubes que vocês costumam participar?
(Ferro Fernandes) — Aniversário do clube evento nacional todos devem ir.
Que tipo de preparo é necessário antes de pegar a estrada para uma longa viagem de moto?
(Ferro Fernandes) — Antes de entrar no clube tem um treinamento para andar de comboio.
Já enfrentaram situações difíceis na estrada? Como lidaram com isso?
(Ferro Fernandes) — Na estrada sempre tem Imprevisto moto quebra etc sempre dá certo no final.
Que tipo de aprendizado a vida no moto clube trouxe para sua vida pessoal?
(Ferro Fernandes) — Aprendi bastante experiência na estrada e na vida.
Como é a relação do grupo com outras pessoas nas cidades por onde passam?
(Ferro Fernandes) — A relação de outros clubes em outras cidades é de irmandade um com outro em apoia em que outro precisa.
Que mensagem você deixaria para quem sonha em fazer parte de um motoclube ou começar a andar de moto?
(Ferro Fernandes) — A mensagem que eu deixo compre uma moto e venha somar com nós a sensação de liberdade relaxa corpo e mente.
Ferro Fernandes ainda conta que o “Moto Clube Leões do Asfalto K.C.L.A nasceu 18 anos atrás quatro amigos quarta moto cances” e “Hoje temos mais de 100 espalhadas por todo nordeste: Recife, Ceará, Paraíba e Natal.” E ainda nos mostrou o lema que o grupo leva em sua bandeira.
Um por todos e todos por um;
Kansas clube leões do asfalto eu sou!
Um por todos e todos por um;
Kansas clube leões do asfalto eu sou!
A irmandade, lealdade e respeito;
Se tu nao sabe aqui vamos te ensinar;
Motociclismo aqui é levado a sério;
E nossa história ninguém vai apagar!
Nossa bandeira é levada com orgulho;
Nós ostentamos o nosso brasão;
Os ímpios fogem sem que ninguém os persiga;
Mas o justos são fortes, são leões!
Um por todos e todos por um;
Kansas clube leões do asfalto eu sou!
Um por todos e todos por um;
Kansas clube leões do asfalto eu sou!
Nossa moto é nosso estilo de vida;
E nas estradas é o nosso lugar;
Vida longa ao motoclubismo;
Prazer, somos K.C.L.A.!
Prazer, somos K.C.L.A.!

Ainda convidamos algumas pessoas para falar sobre a triste realidade das ruas e que acontece com muita frequência, os acidentes com motos. Iremos chamar o nosso entrevistado de Carlos para preservar a sua identidade. Carlos nos conta como foi o acidente e como se deu o processo de recuperação, e o que isso lhe trouxe para a vida pós-acidente.
Você se lembra de como tudo aconteceu?
(Carlos) – Não.
O que passou pela sua cabeça naquele momento?
(Carlos) – Que poderia morrer.
Qual foi a sua primeira reação assim que percebeu o que estava acontecendo?
(Carlos) – Manter a calma.
Houve alguém que te ajudou ou que foi essencial naquele momento?
(Carlos) – Sim, o pessoal que ia passando me ajudaram bastante.
Como você se sentiu nos dias após o acidente?
(Carlos) – Eu estava bem conformado com a situação.
Quais foram os maiores desafios emocionais que enfrentou?
(Carlos) – Pra dormir, eu passei uns dias tendo sonhos com o acidente e com o barulho que fez na hora.
Você desenvolveu algum medo ou ansiedade depois disso?
(Carlos) – Não.
Teve apoio psicológico ou procurou ajuda profissional?
(Carlos) – Tive sim, mas não era necessário.
Você teve alguma lesão? Como foi o processo de recuperação?
(Carlos) – Sim, quebrei o fêmur, a recuperação foi bem rápida, uns 6 meses eu já estava andando sem muletas.
Quais foram os principais desafios durante a reabilitação?
(Carlos) – Pra andar, eu tinha medo de cair.
Houve algo que te ajudou a manter a força durante a recuperação?
(Carlos) – Sei não.
Como o acidente impactou sua vida pessoal ou profissional?
(Carlos) – Fiquei limitado a fazer alguns exercícios físicos, não dá mais pra jogar futebol.
Você sente que mudou a forma como vive ou vê o mundo depois disso?
(Carlos) – Mudou pouca coisa.
Houve algo que você precisou adaptar ou deixar de fazer após o ocorrido?
(Carlos) – Jogar futebol.
O que você aprendeu com essa experiência?
(Carlos) – Que só se vive uma vez kkkk.
Existe alguma mensagem que você gostaria de passar para outras pessoas que passam por algo parecido?
(Carlos) – Força na recuperação.
Hoje, o que você valoriza mais na vida?
(Carlos) – Tudo, cada detalhe.
O acidente ocorreu por imprudência de terceiros?
(Carlos) – Sim, um bêbado.
Você sente alguma diferença entre como era antes do acidente para depois do que aconteceu?
(Carlos) – Sim, a resistência ou a confiança na perna não é a mesma.
Como familiares e amigos reagiram ao saber do acidente e como foi o período de acompanhamento da recuperação para eles?
(Carlos) –Ficaram muito desesperados, mas já recuperação me ajudaram muito.
O acidente te fez perder o interesse por voltar a andar de moto?
(Carlos) – Perdi não.
Que mensagem deixa para conscientizar as pessoas?
(Carlos) – Vc tem que prestar atenção por vc e pelos outros tbm.
Saber de notícias que abordam sobre acidentes te faz relembrar o que aconteceu?
(Carlos) – Sim.
Você acredita que o acidente poderia ter sido evitado? De que forma?
(Carlos) – Se o carinha que bateu não tivesse bêbado.
Que conselho daria para que outras pessoas evitem esse tipo de situação?
(Carlos) – Se beber não dirija. Há alguma mudança que você gostaria de ver em leis, equipamentos ou práticas de segurança. As leis são muitas falhas e tem muita imprudência no trânsito.
Desafios no trânsito
Para falar sobre a segurança e a realidade no trânsito no Brasil, trouxemos Laura Diniz que é Diretora de Operações da Só Multas. E vai abordar sobre o cenário do trânsito no país, como também sobre os índices de acidentes com dados recentes e o que contribui para os altos índices de acidentes envolvendo motociclistas e os fatores que levam a isso.
Como você avalia o cenário atual do trânsito no Brasil em termos de segurança?
O Brasil ainda enfrenta desafios significativos em segurança no trânsito. Apesar de algumas iniciativas eficazes de fiscalização e educação, os índices de acidentes e mortes continuam elevados. Em 2024, mais de 72 mil acidentes foram registrados em rodovias federais, resultando em mais de 6.000 mortes.
Muito se fala sobre a rigidez da legislação para diminuição de acidentes e crimes de trânsito, contudo nosso Código de Trânsito Brasilieiro é um dos mais rigorosos do mundo, no entanto, o grande desafio do Brasil é a aplicação eficaz e uniforme em todo território nacional e a conscientização da população.
Quais são os principais fatores que contribuem para os altos índices de acidentes nas pistas brasileiras?
Os principais fatores incluem excesso de velocidade, já que a infração de velocidade é a infração mais cometida no Brasil, álcool ao volante, uso de celular, má conservação das vias e veículos, além da sinalização falha. A precária infraestrutura rodoviária aumenta a probabilidade de colisões graves, especialmente em trechos mal conservados ou em duplicações incompletas.
O Brasil ainda tem o transporte rodoviário como um dos principais meios de transporte de cargas interestaduais e municipais e a qualidade das nossas rodovias deixa a desejar. Apenas 9.7% das rodovias do Brasil são duplicadas, ou seja, a maioria das estradas brasileiras ainda são pistas simples de mão dupla, comprometendo a segurança no tráfego.
Existe um perfil mais comum entre as vítimas de acidentes de trânsito?
Sim. Os dados revelam que mais de 40% das vítimas nas estradas estaduais de São Paulo são motociclistas, sendo maioria homens entre 20 e 29 anos. Entre os feridos graves no estado de Minas Gerais, 27,8% eram motociclistas com idade entre 20 e 29 anos, principalmente homens (Ses-MG).
Quais os dados mais recentes sobre acidentes de trânsito no Brasil? Houve aumento ou queda nos últimos anos?
O número de acidentes em rodovias federais cresceu cerca de 9% em 2024 em relação ao ano anterior, com mais de 6.000 mortes registradas. No entanto, algumas operações pontuais como o Carnaval resultaram em redução de acidentes (-7,5%) e mortes (-5,7%) nas rodovias (Serviços e Informações do Brasil). Ainda assim, a tendência geral segue preocupante.
Quais são os tipos de vias ou trechos mais perigosos, segundo os dados?
Segundo levantamento da Confederação Nacional do Transporte (CNT), mais de 87% das rodovias brasileiras ainda possuem pista simples (duas mãos, sem separação física central), o que representa uma infraestrutura significativamente deficiente. Apenas cerca de 13% das vias contam com duplicação real, ou seja, faixas distintas para cada sentido do tráfego — e menos de 1% possuem faixa central adicional ou barreira central, esses dados a reforçam essa realidade: da malha de cerca de 1,7 milhão de quilômetros, somente aproximadamente 14 mil quilômetros são rodovias duplicadas.
Trechos simples são mais propensos a acidentes, especialmente em ultrapassagens indevidas e colisões frontais. A baixa proporção de vias duplicadas reflete não apenas falta de infraestrutura adequada, mas também um risco elevado para motoristas em todo o país. Áreas com tráfego intenso e pista simples se tornam pontos críticos, exigindo atenção redobrada na defesa em casos de infrações e penalidades.
Existe uma relação direta entre o número de acidentes e o estado de conservação das estradas?
Sim. As rodovias mal conservadas têm maior incidência de acidentes e vítimas fatais, sobretudo quando combinadas com baixa sinalização, falta de fiscalização e excesso de veículos pesados.
Quais comportamentos de motoristas representam os maiores riscos nas rodovias?
Excesso de velocidade, ultrapassagens indevidas, embriaguez ao volante, uso de celular e falta de cinto de segurança são os principais causadores de acidentes graves. Em fiscalizações, foram detectadas milhares de infrações por velocidade e ultrapassagens perigosas (Serviços e Informações do Brasil).
O excesso de velocidade ainda é o principal vilão? Ou outros fatores têm crescido?
O excesso de velocidade continua como maior responsável por acidentes graves. Mas o uso de celular ao volante e a recusa ao bafômetro, que aumentou 40 % entre 2024 e 2025,também são preocupantes (Serviços e Informações do Brasil).
Como as condições climáticas influenciam nos riscos de acidentes?
Chuvas, neblina e calor intenso reduzem a visibilidade, prejudicam a aderência dos veículos e aumentam o risco de falhas mecânicas, o que exige maior atenção e conduta defensiva.
A falta de manutenção dos veículos tem relação direta com os acidentes?
Sim. Pneus carecas, freios defeituosos, iluminação inadequada e sistemas de segurança deteriorados elevam as chances de falhas em situações críticas e contribuem diretamente para tragédias.
A sinalização e iluminação nas vias são suficientes? Onde estão os maiores gargalos?
Ainda há falhas relevantes na sinalização horizontal e vertical, especialmente em estradas secundárias de estados do Norte e Nordeste. A iluminação pública deficiente em rodovias e perímetros urbanos também contribui para acidentes noturnos.
A fiscalização eletrônica tem ajudado na redução dos acidentes ou ainda é insuficiente?
Embora eficiente em alguns locais, a fiscalização eletrônica (radares fixos e móveis) ainda é insuficiente em muitas estradas. Menor arraigamento de fiscalização de velocidade média (via VMD) limita seu potencial preventivo.
O que ainda falta para que a educação no trânsito seja realmente efetiva?
É preciso mais investimento em educação continuada, campanhas regionais de conscientização, associadas à fiscalização, além de políticas públicas integradas e permanentes entre todos os órgãos de trânsito. Outro ponto importante é a aplicação correta das diretrizes do Código de Trânsito, o cumprimento de medidas administrativas, para além da imposição das multas, como retenção e remoção do veículo, proporcionam maior conscientização dos motoristas.
Como campanhas de conscientização podem ajudar a reduzir acidentes?
Campanhas visuais estratégicas sobre os riscos de álcool, velocidade e distração podem aumentar a percepção de risco do motorista, transformando comportamento e reduzindo acidentes.
Que medidas simples os condutores podem adotar para tornar o trânsito mais seguro?
Usar cinto de segurança, respeitar limites de velocidade, evitar ultrapassagens arriscadas, manter distância segura, não usar celular ao volante e revisar periodicamente o veículo são atitudes essenciais.
O que você diria para quem acha que “nunca vai acontecer com ele”?
No trânsito, o erro de outro motorista pode custar a sua vida. Não basta dirigir bem, é preciso estar atento o tempo todo, respeitar as leis e dirigir por você e pelos outros. No Brasil, enfrentamos rodovias mal conservadas, sinalização deficiente e alta imprudência. A falsa sensação de que “nunca vai acontecer comigo” é um dos maiores riscos que um condutor pode assumir. Por isso, redobre os cuidados e trate cada viagem com a responsabilidade que ela exige. Segurança no trânsito começa na consciência de que todos estão vulneráveis.
Quais as mudanças mais urgentes para reduzir acidentes?
Melhorar infraestrutura e sinalização são urgências claras, além de aplicar, efetivamente, o Plano Nacional de Redução de Mortes no Trânsito (Pnatrans), criado em 2018, pela Lei nº 13.614, que acrescenta o art. 326-A ao Código de Trânsito Brasileiro (CTB), para orientar os gestores de trânsito do nosso país a implementarem ações com o objetivo de reduzir mortes e lesões no trânsito, em alinhamento com a Nova Década de Segurança no Trânsito da Organização das Nações Unidas.
Qual mensagem você deixaria para os motoristas, especialmente os mais jovens?
Você não é invencível. Os dados mostram que cerca de 36% das mortes em acidentes de trânsito no Brasil ocorreram com pessoas de 10 a 29 anos. O risco de acidente antes dos 20 anos chega a ser três vezes maior do que entre quem tem 35 anos. Isso significa que cada decisão que você toma ao volante pode definir se você será estatística ou sobrevive para contar história. Adotar uma postura responsável hoje é investir no seu futuro. Respeitar os limites de velocidade, evitar o uso do celular enquanto dirige e nunca assumir que “isso só acontece com os outros” pode salvar sua vida. Dirigir com responsabilidade não limita sua liberdade, garante que você conquiste mais oportunidades e preserve seus sonhos.
A seguir veremos alguns dicas muito importantes para os amantes de moto:
Segurança sobre duas rodas: dicas para quem pilota
1. Use sempre os equipamentos de proteção
Capacete fechado e com viseira, jaqueta com proteção, luvas, calça e calçado fechado não são luxo — são itens essenciais. Em caso de queda ou colisão, eles podem salvar vidas e evitar lesões graves.
2. Respeite os limites de velocidade
Velocidade acima do permitido reduz o tempo de reação e aumenta o risco de acidentes fatais. Cada via tem uma realidade, e obedecer os limites é pilotar com sabedoria.
3. Mantenha a manutenção da moto em dia
Freios, pneus, faróis, setas e retrovisores precisam estar sempre funcionando perfeitamente. Fazer revisões periódicas é garantir sua segurança e a dos outros.
4. Sinalize todas as manobras
Use sempre as setas ao mudar de faixa, virar ou parar. Ser previsível no trânsito evita colisões e melhora a convivência entre todos os condutores.
5. Redobre a atenção nos pontos cegos
Caminhões, ônibus e carros possuem áreas onde o motoqueiro pode não ser visto. Posicione-se com visibilidade e evite ultrapassagens arriscadas.
6. Não pilote entre os carros em alta velocidade
O chamado “corredor” exige muita cautela. Em baixa velocidade e com atenção, ele pode ser usado com segurança. Mas abusar desse recurso coloca vidas em risco.
7. Adapte-se às condições do tempo
Chuva, neblina e vento forte exigem pilotagem ainda mais defensiva. Nessas condições, a atenção deve ser redobrada e a velocidade, reduzida.
8. Evite o uso do celular ou fones de ouvido
Distrações ao pilotar, mesmo por poucos segundos, podem ser fatais. O foco total no trânsito é um ato de responsabilidade.
9. Não pilote cansado ou sob efeito de álcool
A moto exige equilíbrio, atenção e reflexos rápidos. Pilotar com sono ou embriagado coloca em risco você e todos ao redor.
10. Pratique a direção defensiva
Antecipe movimentos, respeite os outros veículos e esteja sempre atento ao que acontece ao seu redor. A direção defensiva é uma aliada do motoqueiro consciente.
Créditos
GLOBO, Rede. Dia do Motociclista: uma homenagem a quem escolheu viver sobre duas rodas. RPC (rede Globo), 27 jul. 2025. Atualizado em 27 jul. 2025. Disponível em: https://redeglobo.globo.com/rpc/motorcycle/noticia/dia-do-motociclista-uma-homenagem-a-quem-escolheu-viver-sobre-duas-rodas.ghtml. Acesso em: 27 jul. 2025.
SECRETARIA DE ESTADO DE SAÚDE DE MINAS GERAIS. Vida No Trânsito. Disponível em: https://www.saude.mg.gov.br/vidanotransito/ . Acesso em: 28 jul. 2025.
SECRETARIA NACIONAL DE JUSTIÇA E SEGURANÇA PÚBLICA (Ministério da Justiça e Segurança Pública). Operação Carnaval 2025: PRF registra redução de 7,5 % nos acidentes nas rodovias. Gov.br, Brasília, 6 mar. 2025. Atualizado em 11 mar. 2025. Disponível em: https://www.gov.br/mj/pt-br/assuntos/noticias/operacao-carnaval-2025-prf-registra-reducao-de-7-5-nos-acidentes-nas-rodovias-1. Acesso em: 28 jul. 2025.
Créditos das fotos
Ferro Fernandes Membro do Moto Clube Leões do Asfalto K.C.L.A.
Fonte:
Laura Diniz – Diretora de Operações da Só Multas
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