(Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil)
Presidente chegou a considerar mudança no estatuto para disputar novo mandato, mas reação negativa entre conselheiros e diretores fez Leila recuar.
Nos últimos dias, uma informação agitou os bastidores do Palmeiras e, dessa vez, não foi por causa do futebol dentro de campo. A movimentação envolvia a presidente do clube, Leila Pereira, e a possibilidade de disputar um terceiro mandato à frente do Verdão.
Mas, afinal: Leila poderia mesmo se reeleger novamente?
A presença dela na presidência de um dos maiores clubes do país já é um marco importante, Leila é a única mulher no comando de um time da Série A do Brasileirão. No entanto, a discussão sobre uma possível nova reeleição ia além da questão simbólica: tratava-se de uma articulação para alterar o estatuto do clube, liderada pelos conselheiros Artur Vicentin Neto e Marcos Vinícius Borin, ambos ligados à chapa União Verde e Branca.
O plano era: alterar o estatuto para permitir que Leila disputasse um terceiro mandato. Atualmente, as regras do Palmeiras permitem apenas uma reeleição, com dois mandatos de três anos cada. A última mudança nesse sentido aconteceu em 2018, quando o tempo de mandato foi ampliado de dois para três anos.
A princípio, Leila se mostrou favorável à ideia, segundo fontes internas. Mas tudo mudou na última sexta-feira (18). Após conversas com aliados e diante da péssima repercussão entre sócios, conselheiros e diretores, a presidente recuou. E a proposta a princípio não avançará.
Nos bastidores, a reação foi forte: alguns diretores ameaçaram deixar seus cargos no clube social, e conselheiros que a apoiam sinalizaram que romperiam com sua gestão caso ela seguisse com a alteração no estatuto. Vale lembrar que qualquer mudança precisaria passar primeiro pelo Conselho Deliberativo e, depois, pela Assembleia de Sócios.
Leila segue, portanto, em seu segundo mandato, que termina em 2027. Como o estatuto impede mais uma reeleição consecutiva, ela não poderá se candidatar novamente naquele ano. No entanto, existe a possibilidade de retorno: pelo regulamento atual, Leila poderá concorrer novamente à presidência após um intervalo de três anos fora do cargo.
A próxima eleição presidencial do Palmeiras está marcada para novembro de 2027, e os nomes mais cotados para sucedê-la são os vice-presidentes Paulo Buosi (2º vice) e Everaldo Coelho (3º vice).

Márcio Martin, Maria Teresa Bellangero, Leila Pereira, Paulo Buosi e Everaldo Coelho
(Foto: Victória Romanelli/Gazeta Press)












