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Bad Bunny transforma o Super Bowl em palco da cultura latina e gera reação de Trump

Bad Bunny

Foto: Reprodução

Cantor porto-riquenho celebrou a identidade latina, alcançou números históricos e recebeu críticas do presidente dos Estados Unidos

Na noite de domingo (8), o cantor porto-riquenho Bad Bunny (Benito Martínez Ocasio) assumiu o comando do intervalo do Super Bowl LX. Vestindo um uniforme branco com seu nome “Ocasio” e o número 64, o cantor celebrou a cultura latina em um espetáculo totalmente em espanhol.

A apresentação bateu recorde de audiência: reuniu cerca de 135 milhões de telespectadores, superando os 133,5 milhões alcançados por Kendrick Lamar em 2025. O show aconteceu poucos dias após Bad Bunny conquistar o Grammy de Álbum do Ano com Debí Tirar Más Fotos, o primeiro disco totalmente em língua espanhola a receber esse prêmio.

Sua popularidade mundial já era demonstrada: em 2025, ele foi apontado pelo Spotify como o artista mais ouvido no mundo, com 19,8 bilhões de streams durante o ano.

Apresentação no Super Bowl

Bad Bunny comandoou o show de intervalo do Super Bowl | Foto: Reprodução

Bad Bunny exaltou a cultura latina trazendo elementos identitários durante todo o show. O palco foi montado como uma paisagem que remetia a Porto Rico: palmeiras, cana-de-açúcar, agricultores com chapéu de palha e personagens jogando dominó.

Bad Bunny abriu a apresentação com seu hit “Tití Me Preguntó”. Em seguida, cantou sucessos como “Yo Perreo Sola” e “Safaera”, com dançarinas apresentando passos de perreo típicos da tradição porto-riquenha. Ele cantou também músicas de seu álbum recente (“Eoó”, “NUEvAYoL”, “DTMF”).

Durante a música “El Apagón”, Bad Bunny escalou um poste de eletricidade no campo, em referência às frequentes quedas de energia em Porto Rico. Outro destaque foi a encenação de um casamento real: ao fim da cerimônia mostrada no campo, um casal de verdade se beijou enquanto Bad Bunny atuou como testemunha e assinou a certidão de casamento.

Casamento durante o show de Bad Bunny foi real | Foto: Reprodução

A apresentação contou ainda com participações especiais. Lady Gaga surgiu para cantar uma versão em salsa de “Die With a Smile” ao lado da banda Los Sobrinos, além de dividir o palco com Bad Bunny na música “BAILE INOLVIDABLE”. Já Ricky Martin interpretou “LO QUE LE PASÓ A HAWAii”, faixa de Bad Bunny que aborda temas como colonização e gentrificação.

Em um momento emocionante, Bad Bunny entregou simbolicamente um Grammy a uma criança que assistia ao seu discurso de agradecimento transmitido pela televisão. Os figurinos usados durante o show foram inspirados em roupas que Benito utilizava na infância.

No final da apresentação, Bad Bunny pegou uma bola de futebol americano na qual estava escrito “Together, we are America” (Juntos, somos a América) e, em inglês, disse “God Bless America”, mencionando em seguida todos os países do continente americano.

Ator mirim Lincoln Fox recebeu o prêmio de Bad Bunny durante a apresentação | Foto: Reprodução

Críticas de Trump

Trump fez críticas ao show de Bad Bunny no X (Twitter) | Foto: ICL Notícias

A apresentação gerou repercussão política. Em sua rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, criticou duramente o show. Ele afirmou que ninguém entendia o que o cantor dizia, em referência ao uso do espanhol, e definiu a apresentação como um “tapa na cara” do país e uma afronta à América.

As declarações ocorrem em meio às tensões envolvendo o posicionamento do presidente em relação aos imigrantes. Bad Bunny já havia reprovado publicamente o ICE (Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos), órgão frequentemente criticado pelo uso excessivo da força e pela ampla autonomia para deter pessoas que consideram suspeitas.

Dias antes do Super Bowl, o cantor utilizou seu discurso de agradecimento no Grammy para protestar contra o ICE, entoando “ICE fora” e afirmando que “não somos selvagens, somos humanos e somos americanos”.


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