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Rio de Janeiro terá o primeiro Centro de Protonterapia da América Latina, com investimento de R$ 400 milhões

Parceria entre a Fundação Severino Sombra (FUSVE) e a belga IBA traz tecnologia inédita ao Brasil, prometendo revolucionar o tratamento oncológico com precisão milimétrica e redução de efeitos colaterais.

O Brasil deu um passo histórico na medicina oncológica com o início das obras do Centro de Protonterapia Mário Kroeff, o primeiro complexo de tratamento por feixe de prótons do país e da América Latina. O projeto é fruto de uma colaboração estratégica entre a Fundação Severino Sombra (FUSVE) e a empresa belga IBA (Ion Beam Applications), líder global no setor. Com um investimento superior a R$ 400 milhões, a unidade será instalada na Barra da Tijuca, Rio de Janeiro, colocando o estado na vanguarda da tecnologia médica mundial. O projeto tem um objetivo de oferecer tratamentos de alta precisão, com a redução dos efeitos colaterais, ampliando as possibilidades terapêuticas, em específico, nos casos pediátricos com mais complexidades.  

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O Salto Tecnológico: Prótons vs. Raios X

Diferente da radioterapia convencional, que utiliza raios X, a protonterapia utiliza partículas pesadas (prótons) que podem ser programadas para liberar a maior parte de sua energia exatamente no local do tumor. Essa precisão extrema permite destruir células cancerígenas preservando quase intactos os tecidos saudáveis e órgãos vitais adjacentes.

Créditos: youtube.com

Essa modalidade é considerada o “padrão ouro” para casos delicados, como:

  • Oncologia pediátrica: Reduzindo o risco de tumores secundários e sequelas no desenvolvimento.
  • Tumores complexos: Casos localizados na base do crânio, coluna ou próximos ao coração e pulmões.

A tecnologia de radioterapia utilizada será de altíssima precisão, com a capacidade de reduzir significativamente os efeitos colaterais, ampliando as possibilidades terapêuticas em tumores em crianças que sejam complexas, localizados em áreas delicadas. Até o momento está tecnologia se encontra localizada em um número restrito de países. 

Infraestrutura e Ciência

O centro ocupará uma área de 15 mil metros quadrados e contará com o sistema Proteus®ONE, uma tecnologia de última geração que garante atualização contínua frente aos avanços globais. Além da assistência clínica, o espaço funcionará como um polo de pesquisa e formação especializada, integrando consórcios internacionais de inovação em terapia por partículas. E também com um acordo plurianual de manutenção e operação. A tecnologia é do tipo modular e atualizável, que garante uma evolução contínua e um alinhamento com as mais avançadas tecnologias mundiais. 

A concepção do centro está sendo dada com a participação de parceiros de forma estratégica, tendo o Instituto Nacional do Câncer (INCA), como parceiro destaque. Assim assegura o rigor técnico-científico, com conformidade regulatória, alinhando às melhores práticas internacionais. As obras estão previstas para iniciarem no segundo semestre deste ano, tendo expectativa para receber os primeiros pacientes já no início de 2030. 

O Brasil iniciou um marco histórico na medicina com a construção do Centro de Protonterapia Mário Kroeff, no Rio de Janeiro, o primeiro complexo de tratamento por feixe de prótons da América Latina. Fruto de uma parceria de R$ 400 milhões entre a FUSVE e a belga IBA, o centro utilizará a tecnologia "padrão ouro" para tratar tumores complexos e pediátricos com precisão extrema, preservando tecidos saudáveis e reduzindo efeitos colaterais. Com previsão de atendimento para 2030, o projeto — que conta com o apoio técnico do INCA — não apenas posiciona o país na vanguarda tecnológica global, mas também se estabelece como um polo de pesquisa e inovação, unindo a tradição filantrópica da fundação à mais avançada ciência oncológica mundial.
Créditos: https://www.abcdacomunicacao.com.br/nova-tecnologia-promete-reduzir-efeitos-colaterais-no-tratamento-do-cancer-no-brasil/

“Este projeto simboliza um passo transformador para o Brasil. Reafirmamos nosso compromisso com a inovação e a ampliação do acesso a tratamentos de alta complexidade”, destaca Gustavo Oliveira do Amaral, presidente da FUSVE.

Para Mauro Ferreira, vice-presidente da IBA para a América Latina, a iniciativa não apenas eleva o patamar tecnológico nacional, mas serve como uma plataforma de impulso para toda a região sul-americana. “O projeto vai gerar não apenas uma nova onda tecnológica no tratamento do câncer no Brasil, mas também servirá como plataforma para impulsionar a região. Além disso, coloca a FUSVE no mesmo nível tecnológico dos grandes centros oncológicos do mundo.”, destaca.

O físico médico Hélio Salmon, responsável técnico pelo projeto, reforça que a implementação brasileira não terá lacunas em relação aos melhores centros da Alemanha, Estados Unidos ou Japão. A parceria internacional assegura os padrões de desempenho, segurança assistencial e confiabilidade operacional. Os acordos iniciais já foram firmados e o cronograma da entrega da tecnologia seguirá pactuado entre as partes. 

Legado e Filantropia

O nome do centro homenageia o médico Mário Kroeff, pioneiro no combate ao câncer no Brasil e fundador do Instituto Nacional de Câncer (INCA). A escolha reflete a trajetória da FUSVE, que em 2026 celebra 60 anos de história. “O projeto vai gerar uma nova onda tecnológica no tratamento do câncer no Brasil e posiciona a FUSVE no mesmo nível tecnológico dos grandes centros oncológicos internacionais”, afirmou Mauro Ferreira, vice-presidente da IBA para a América Latina.A fundação já é uma potência na saúde fluminense, gerindo o Hospital Universitário de Vassouras e o Hospital Mário Kroeff, na Penha.

Este último, apenas em 2025, realizou mais de 70 mil procedimentos. Atualmente, a FUSVE se consolida como a maior prestadora de serviços de oncologia não pública ao SUS no estado do Rio de Janeiro, unindo agora a tradição filantrópica à mais alta tecnologia privada. “A FUSVE assume o compromisso de colocar o Brasil no mesmo patamar dos grandes centros mundiais de tratamento oncológico, unindo tecnologia de ponta, ciência e acesso a um cuidado mais preciso e humano para os pacientes”, afirmou Gustavo Oliveira do Amaral, presidente da Fundação Severino Sombra.

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