Delivery movimenta US$ 21 bilhões em 2025 e pressiona negócios a repensarem gestão e identidade
O setor de alimentação urbana no Brasil vive uma corrida por adaptação: com o delivery de restaurantes movimentando mais de US$ 21 bilhões em 2025 e alcançando cerca de 40% dos consumidores, restaurantes se reinventam para equilibrar identidade, eficiência operacional e gestão em um mercado cada vez mais competitivo e acelerado.
Essa mudança pressiona restaurantes a revisarem seus modelos de operação, gestão e relacionamento com o cliente. A experiência, a consistência e o posicionamento das marcas tornaram-se tão relevantes quanto o produto final.
Identidade e gestão como diferenciais
Negócios de perfis distintos ilustram como estratégias variadas podem coexistir. O Zé do Hamburger (@zedohamburger), fundado em São Paulo em 2008, construiu sua identidade a partir de um conceito presencial inspirado nos diners americanos dos anos 50. A aposta em uma atmosfera única, aliada a uma gestão organizada desde os primeiros anos, foi determinante para a expansão da marca.
“Ter identidade ajuda, mas é a gestão que sustenta o crescimento”, afirma Bruno Kobayashi, sócio da hamburgueria.

Já o Orange Sushi (@orangesushi), criado mais recentemente, nasceu adaptado à lógica urbana atual. Com foco no delivery desde o início, prioriza processos, padronização e velocidade, sem abrir mão da qualidade.
“O desafio era comunicar quem éramos e manter a experiência consistente, mesmo no delivery”, explica Joniel Matias, sócio do restaurante.

Tendência de operações enxutas e tecnológicas
Especialistas apontam que o setor de restaurantes caminha para modelos cada vez mais enxutos, com integração entre canais físicos e digitais e uso crescente de tecnologia.
Ferramentas de gestão, análise de dados e controle da experiência do cliente passaram a ser tão relevantes quanto o cardápio.
O relatório Cenário Foodservice 2025, do Instituto Foodservice Brasil, mostra que o gasto do consumidor em alimentação fora do lar alcançou R$ 221 bilhões em 2024, sustentado pelo aumento do ticket médio.
Estrutura familiar e decisões ágeis
Outro ponto em comum entre os dois negócios é a gestão familiar, que permite decisões mais rápidas e alinhadas à identidade das marcas. “Separar o papel da família e do negócio é fundamental para manter a operação saudável e garantir clareza aos colaboradores e clientes”, reforça Kobayashi.
Para os próximos anos, a expectativa é de um mercado ainda mais competitivo, em que tradição e inovação precisarão caminhar juntas.
“Produto, gestão e entendimento do consumidor precisam estar alinhados. Quem não se adapta, fica para trás”, conclui Joniel.
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