Espaço promove diálogo entre educação, ciência e cultura para enfrentar os desafios das mudanças climáticas.
A COP30, conferência global sobre mudanças climáticas que será sediada no Brasil em 2025, é palco do projeto “Casa da Educação e Inovação Ambiental e Climática”. O espaço busca colocar a educação no centro do debate sobre sustentabilidade, ciência e cultura.
Localizada no Centro de Inovação e Sustentabilidade da Educação Básica (CISEB), em Belém, a iniciativa reúne educadores, pesquisadores, estudantes, famílias e lideranças de todo o país em cinco dias de atividades, entre 10 e 14 de novembro, que incluem: rodas de conversa, oficinas, exposições e mostras interativas.
Entre os destaques da programação está o Webinário Educação Ambiental Climática, que será realizado simultaneamente em Belém e na Escola de Comunicações e Artes da USP, em São Paulo, no dia 13 de novembro. O evento apresentará resultados de cerca de 200 trabalhos de educadores de todo o país, com foco em práticas inovadoras de enfrentamento da crise climática.
Outro destaque é o lançamento do Dossiê Educação Ambiental Climática, publicado pela revista Letramento Socioambiental. Com 88 contribuições de educadores de diferentes regiões, o documento oferece um mapeamento participativo das práticas de educação ambiental em curso no Brasil e será apresentado no Celeiro de Soluções da COP30.
A Casa da Educação é organizada por quatro iniciativas complementares:
- Projeto Educom&Clima (ECA/USP/FAPESP), que integra comunicação, ciência e educação;
- Rede Brasileira de Aprendizagem Criativa (RBAC), que conecta escolas e comunidades de forma prática e inovadora;
- Cemaden Educação (MCTI), voltada à redução de riscos e desastres socioambientais;
- Revista Letramento Socioambiental (PAROLE), que divulga pesquisas e experiências educativas críticas e transformadoras.
Diversas outras organizações colaboram com o projeto, incluindo Famílias pelo Clima, Movimento Escolas pelo Clima, Climate Reality Project Brasil, MIT, Instituto Alana, Mulheres do Brasil e UNAMA/PPGC.
A importância do letramento socioambiental na educação
No cenário global, o tema ambiental torna-se ainda mais urgente diante dos impactos das mudanças climáticas. Segundo dados da plataforma AdaptaBrasil do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), cerca 2,6 mil municípios já foram identificados como vulneráveis a eventos climáticos extremos, como secas, deslizamentos e enchentes.
Dados como esse evidenciam a importância de políticas educacionais que preparem os cidadãos para compreender e responder a esses fenômenos de forma adequada.
Em entrevista exclusiva feita em 2025, a diretora da revista Parole Socioambiental reforça a importância da disseminação desses conhecimentos entre a população, especificamente a camada jovem:
“ – O jovem, especialmente o adolescente, tem por natureza a inquietação e o desejo de mudança. Isso faz parte desse momento da vida, em que ele afirma sua existência, reivindica sua identidade e apresenta o novo eu que se constrói a partir de suas próprias experiências. Sua visão de mundo vai se diferenciando da dos mais velhos, não apenas para questionar, mas também para propor caminhos. De fato, a educação formal tem impacto direto na comunidade jovem: ela traz novidade para a esfera da família e abre espaço para transformação”, declara Denise Fonseca.

É esperado que a Casa da Educação seja um espaço de trocas, aprendizado e protagonismo da edução na agenda climática. Para participar, os interessados podem se inscrever pelo site da SEDUC Pará.
- Local: CISEB / EEEFM Mal Cordeiro de Farias, Av. Alm. Barroso, 3109 – Souza, Belém (PA)
- Período: 10 a 14 de novembro de 2025
- Inscrições: https://sites.google.com/seduc.pa.gov.br/casaeduc
- Para mais notícias sobre educação e meio ambiente: https://oinforme.com.br/category/meio-ambiente/











