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Governo quer ‘regular’ a internet e pode repetir erros da Europa, alerta Frente Parlamentar pelo Livre Mercado

Projeto em tramitação na Câmara sugere autenticação facial obrigatória para redes sociais. Advogado analisa impactos jurídicos e relação com a LGPD.

Segundo a frente, o controle estatal pode frear a inovação, afastar investimentos e prejudicar consumidores, repetindo problemas observados na União Europeia.

A Frente Parlamentar pelo Livre Mercado (FPLM) manifesta posição totalmente contrária ao Projeto de Lei nº 4675/2025, enviado pelo Governo Federal, que estabelece novas regras para plataformas digitais.

Segundo a Frente, a proposta abre espaço para controle estatal sobre a internet e pode frear a inovação, afastar investimentos e prejudicar consumidores, repetindo problemas observados na União Europeia. O deputado federal Rodrigo Valadares, coordenador de articulação política da FPLM, alerta para os riscos deste projeto.

“O governo segue o caminho errado. Em vez de estimular a inovação, ele copia modelos europeus que já se mostraram ineficientes e travaram o crescimento do setor. O Brasil não pode repetir esse erro. Precisamos de uma proposta que incentive a livre concorrência, proteja o consumidor e valorize quem empreende e cria empregos. O futuro digital do país deve ser construído com liberdade e confiança no potencial dos brasileiros, não com mais controle e burocracia”.

Entenda o tipo de regulação proposta pelo Governo e o contraponto da Frente Parlamentar pelo Livre Mercado

De acordo com a FPLM, o texto adota uma regulação preventiva (ex ante), que pune empresas pelo tamanho, e não por práticas anticompetitivas. Ele define como “agentes econômicos de relevância sistêmica” aquelas que têm faturamento global acima de 50 bilhões de reais ou faturamento nacional superior a 5 bilhões de reais.

Para a Frente, essa abordagem cria um ambiente discriminatório, reduz a concorrência e prejudica o crescimento do setor digital.

O projeto também concentra autoridade no Executivo, que passa a decidir quais empresas serão fiscalizadas e de que forma, gerando risco de controle seletivo e interferência política. A proposta ainda separa o mercado digital do restante da economia, como se práticas de auto preferência ou uso de dados fossem exclusivas da internet.

O modelo europeu que inspirou o projeto, o Digital Markets Act (DMA), já apresenta efeitos negativos: atrasos em novas tecnologias, perda de receita para pequenas empresas e fragmentação de serviços. Um exemplo é o recurso de tradução ao vivo da Apple, disponível em diversos países, mas bloqueado na União Europeia por restrições similares.

Mesmo instituições internacionais, como a U.S. Chamber of Commerce, alertam para esse perigo. Segundo a entidade, leis semelhantes na Europa, como o DMA, geraram insegurança regulatória, queda nos investimentos e aumento de custos para os consumidores, sem ganhos concretos de competição.

A FPLM afirma que defende regras proporcionais, baseadas em evidências e que promovam concorrência, inovação e liberdade econômica, sem criar barreiras que restrinjam o acesso de consumidores a serviços digitais.

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