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Megaoperação contra o crime organizado na Penha e Alemão deixa 119 mortos, 113 presos e 118 fuzis apreendidos

Foto: Ricardo Moraes/Reuters

Ação se torna a mais sangrenta do Brasil e colocou a cidade em estágio dois, superando a operação no Jacarézinho, que teve 28 óbitos.

Na última terça-feira (28) a “Cidade Maravilhosa” virou um cenário de guerra. Uma megaoperação que tinha como objetivo neutralizar as lideranças do Comando Vermelho (CV) nos complexos da Penha e Alemão, na Zona Norte do Rio de Janeiro, se tornou a mais letal do país e deixou 132 pessoas mortas — sendo 4 policiais — e 113 presas, além de 118 fuzis apreendidos.

Inicialmente, o número de mortos divulgados estava em 64, porém, na madrugada de ontem, moradores e familiares foram até as zonas de mata das comunidades para reconhecer e descer com mais corpos, aumentando drasticamente a contagem de corpos.

No início da tarde, o tráfico orquestrou represálias em várias partes da cidade, que vive horas de tensão. Barricadas, com veículos atravessados, lixeiras no meio das vias e entulhos, foram feitas na Linha Amarela, na Grajaú-Jacarepaguá e na Rua Dias da Cruz, no Méier, entre muitos outros locais. 

Em função dos múltiplos bloqueios, o Centro de Operações e Resiliência (COR) do Rio elevou o estágio operacional da cidade para o nível 2, de uma escala de 5.

Como funcionou a operação?

A ação denominada de Operação Contenção, é uma iniciativa permanente do governo do estado em combate aos avanços do Comando Vermelho em territórios fluminenses.

A operação contou 2.500 agentes das forças de segurança do RJ que saíram para cumprir 100 mandados de prisão. Na chegada das equipes, ainda no fim da madrugada, traficantes reagiram a tiros e com barricadas em chamas.

A Polícia Civil afirmou que, criminosos lançaram bombas com drones. Outros fugiram em fila indiana pela parte alta da comunidade, em uma cena semelhante à disparada de bandidos em 2010, na ocupação do Alemão.

Foto: Jose Lucena/TheNewsS2/Estadão Conteúdo

Braço direito do Doca da Penha está entre os presos

Entre os presos está Thiago do Nascimento Mendes, o Belão do Quitungo, um dos chefes do Comando Vermelho da região. Outro capturado é Nicolas Fernandes Soares, apontado como operador financeiro de um dos altos chefes do CV, Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso.

Confira as imagens da operação:

 Foto: Mauro Pimentel/AFP
Foto: Divulgação

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