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Samba de Caboclo apresenta música e ancestralidade em Realengo

No dia 19 de outubro, o evento reúne artistas e celebra as raízes afro-brasileiras por meio do samba de roda, de caboclo e de terreiro.

O bairro de Realengo, na zona oeste do Rio de Janeiro, será palco do Samba de Caboclo, no dia 19 de outubro. O evento reúne música, fé e ancestralidade em uma celebração das raízes afro-brasileiras e conta com patrocínio do Governo do Estado do Rio de Janeiro e da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa.

A programação mistura o toque da viola, o som dos tambores e o balanço do samba de roda, de caboclo e de terreiro. A proposta é valorizar expressões tradicionais da cultura afro-brasileira, promovendo um espaço de convivência e partilha entre diferentes gerações.

Participação de Serginho Meriti

A edição deste ano contará com a presença do cantor e compositor Serginho Meriti, autor de sucessos consagrados como “Deixa a Vida Me Levar” (Zeca Pagodinho), “Negra Ângela” (Neguinho da Beija-Flor) e “Clareou” (Xande de Pilares e Diogo Nogueira). O artista é considerado uma das referências do samba carioca e promete um repertório voltado à celebração das raízes do gênero.

Celebração da ancestralidade

De acordo com os diretores e produtores do projeto, Diogo Caetano e Chaves Jr, o Samba de Caboclo vai além da música e busca resgatar a ancestralidade que moldou a identidade brasileira.

“O Samba de Caboclo nasceu da vontade de reafirmar nossa ancestralidade. É uma celebração da nossa identidade, um mergulho nas origens do povo brasileiro e uma homenagem aos tambores que sempre contaram nossa história. Queremos que cada batida desperte o chamado da mata e do terreiro dentro de quem estiver ali”, explica Diogo Caetano.

Chaves Jr complementa que o evento também representa um momento de reconexão com as tradições: “Quando o tambor toca, a gente se reconecta com tudo o que veio antes de nós. O Samba de Caboclo é isso: corpo, som e espírito em comunhão.”

Cultura e pertencimento

Mais do que um show, o projeto se apresenta como um ritual de celebração da cultura afro-indígena e da fé que influenciaram o samba e outras manifestações populares brasileiras. A iniciativa busca ampliar a presença de produções culturais periféricas e fortalecer o sentimento de pertencimento entre artistas e público.

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