Desde 2019 o evento promove o gênero no mercado atraindo a atenção de novos consumidores
No segundo e último dia da Horror Expo 2025, que tomou conta de São Paulo nos dias 4 e 5 de outubro, mergulhamos nos bastidores do evento para conversar com os expositores que dão vida ao universo do terror. Artistas independentes também são fãs do gênero e lucram com a área, cada um compartilhou um pouco de sua trajetória, paixões sombrias e o que torna a experiência de participar da feira tão única.
Confira as histórias por trás das criaturas, coleções e criações que encantam, e assustam, os fãs do horror.

O artesanato do horror
Luiz Nunes, artista da loja Outro Mundo Ateliê (@outromundoatelie) vende esculturas de canecas assustadoras feitas por ele mesmo, que demoram cerca de 40 horas para ficarem prontas. O artista comenta sobre como começou a paixão pelo terror que influenciou para as vendas de seus produtos:
“O mundo do terror veio desde criança, gosto muito dessas criaturas. Em um momento começei a fazer esculturas, logo em seguida veio a ideia de fazer essas canecas de cerâmicas”.
Juliana Silvestre, fundadora da loja 3Dark (@3dark.ju), é especialista na criação de produtos temáticos de terror utilizando tecnologia de impressão 3D.
A empreendedora conta que a ideia surgiu de forma despretensiosa, a partir de um hobby pessoal.
“Começamos fazendo peças para decorar nossa própria casa. Com o tempo, amigos e conhecidos passaram a pedir itens semelhantes, e percebemos que havia uma demanda real. Foi aí que decidimos transformar a paixão pelo terror em um negócio e descobrimos que era também uma atividade lucrativa”, explica.
Celina Carvalho e Rebeca Prado tem uma exposição com produtos de terror feitos de crochê com o nome de Ateliê Necrochet (@atelie.necrochet).
Celina revela a complexidade de fazer as peças para a exposição:
“Tem peças que consigo fazer em cerca de 40 minutos, já em casos como o Freddy (Freddy Krueger) demoraram cerca de 10 horas para fazer”.
O mercado do terror em 2025
O setor de eventos no Brasil vive um momento de expansão em 2025, com previsão de movimentar R$ 141 bilhões ao longo do ano, segundo dados da Abrape. Esse crescimento tem favorecido também os nichos especializados, como o mercado de terror, representado por feiras como a Horror Expo.
O interesse do público por produções ligadas ao universo do horror tem sido impulsionado por datas comemorativas como o Halloween, que movimentou cerca de R$ 3,7 bilhões no varejo brasileiro em 2024.
Essa tendência indica um mercado receptivo a itens temáticos e experiências voltadas à cultura do medo, criando oportunidades para quem atua com criatividade nesse segmento.
No entanto, o desenvolvimento desse nicho ainda depende de fatores como acesso a plataformas de divulgação e o fortalecimento de eventos especializados.
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