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12 por 8 agora é hipertensão

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Divulgação: skynesher/Getty Images

Nova diretriz brasileira de Hipertensão Arterial de 2025 classifica valor clássico como pré-hipertensão e redefine metas de tratamento da pressão alta

Durante décadas, ouvir do médico que sua pressão estava “12 por 8” era sinônimo de tranquilidade. Esse número se tornou até expressão popular de saúde perfeita. Mas essa noção acaba de mudar. A nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial 2025, apresentada pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), a Sociedade Brasileira de Hipertensão (SBH) e a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN), reclassifica o valor de 120/80 mmHg como pré-hipertensão. A redefinição partiu de evidências científicas recentes que provam que problemas cardiovasculares (como infarto, AVC e insuficiência renal) começam a aparecer mesmo em níveis de pressão anteriormente considerados seguros.

Antes, o intervalo entre 120-139/80-89 mmHg era chamado de “normal limítrofe”. Agora, ele passa oficialmente a indicar risco aumentado de desenvolver hipertensão. Além disso, a meta para pacientes já diagnosticados ficou mais rigorosa. O controle satisfatório, que antes aceitava pressão abaixo de 14 por 9, passa a exigir níveis menores que 13 por 8 para todos os hipertensos.

Com a nova classificação, milhões de brasileiros entram automaticamente em uma faixa de risco. Isso exigirá mais consultas, exames e acompanhamento contínuo. Ou seja, é uma mudança que refletirá no sistema de saúde. O monitoramento frequente, em casa ou no consultório, ganha ainda mais importância para detectar variações e confirmar diagnósticos, inclusive de Hipertensão.

A nova medida poderá também provocar alarmismo. Muitos pacientes, antes tranquilos por sempre considerarem que suas pressões estavam em um nível normal , agora se veem como “pré-hipertensos”. Isto  pode causar ansiedade e levar ao uso precoce de medicamentos, quando a chave para o controle da pressão está na mudança de, como os médicos orientam.

A Hipertensão não tem cura e atinge 27,9% da população brasileira, segundo o último levantamento de 2023 da Pesquisa de Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças crônicas por Inquérito Telefônico (Vigitel), do Ministério da Saúde. Em 90% dos casos, é herdada dos pais e é maior entre mulheres (29,3%) do que entre homens (26,4%) nas 27 capitais brasileiras.

Há fatores de riscos que influenciam nos níveis da pressão arterial como por exemplo o fumo, o consumo de bebidas alcoólicas, a obesidade, estresse, elevado consumo de sal, níveis altos de colesterol, falta de atividade física.

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