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Pesquisadores pedem marco regulatório unificado para pesquisas com cannabis medicinal no Brasil

Brasil tem potencial agrícola e científico, mas depende de regras claras para avançar na produção de cannabis medicinal.

Um grupo de 32 pesquisadores de 31 universidades brasileiras divulgou na quinta-feira (14), uma nota técnica enviada ao Ministério da Saúde e à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), apontando que a burocracia e a dependência de insumos importados continuam sendo barreiras significativas para o avanço das pesquisas com cannabis medicinal no país.

Segundo o documento, a falta de clareza obrigatória e a morosidade dos processos de autorização têm travado o desenvolvimento científico, mantendo o Brasil em posição de dependência tecnológica em um cenário mundial de crescimento. Os especialistas defendem a criação de um marco regulatório unificado, que envolva Anvisa, Ministério da Saúde, Ministério da Agricultura (MAPA) e Polícia Federal.

De acordo com os pesquisadores, a medida permitiria que o Brasil deixasse de ser apenas importador e passasse também a exportar tecnologias ligadas à cannabis, fortalecendo a soberania nacional e estimulando a inovação nas áreas de agricultura, saúde, pesquisa e desenvolvimento.

A médica Amanda Medeiros Dias, especialista em endocanabinoide, avalia que, apesar dos entraves, o país já registra avanços em pesquisas universitárias. Como exemplo, ela cita a Universidade de Viçosa (MG), que desenvolve projetos de plantação de clones de cannabis.

“Com certeza, um marco regulatório justo será fundamental, já que temos terra e espaço suficiente. Além disso, o aprimoramento e desenvolvimento genético da planta são importantes para sabermos quais são as melhores e mais tropicais para trabalharmos no Brasil. O cultivo nacional deixará o preço do medicamento mais acessível”, afirma

Amanda Medeiros Dias (Médica especializada)
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