Palestina será tema de cúpula liderada por França e Arábia Saudita em Nova York
Nesta segunda-feira, dia 22, alguns líderes mundiais se reunirão em uma cúpula convocada pela França e pela Arábia Saudita, para discutir o futuro do Oriente Médio, mais especificamente o reconhecimento formal do Estado da Palestina. O evento acontecerá em Nova York.
A cúpula é resultado de um movimento iniciado após Grã-Bretanha, Canadá, Austrália e Portugal reconhecerem, neste domingo, o Estado palestino. A expectativa é que, nesta segunda-feira, França, Bélgica, Malta, Luxemburgo, Andorra e San Marino sigam o mesmo caminho, durante a reunião que antecederá a Assembleia Geral das Nações Unidas.
“A decisão que o Presidente da República apresentará esta tarde à Assembleia Geral das Nações Unidas é uma decisão política simbólica e imediata, que demonstra o compromisso da França com a solução de dois Estados”, disse o ministro das Relações Exteriores francês, Jean-Noel Barrot, ao canal de televisão TF1.

O embaixador de Israel na ONU, Danny Danon, descreveu a ação como um “circo” e afirmou que Israel e os Estados Unidos boicotarão a cúpula. Embora vários países europeus reconheçam o Estado palestino, ainda há nações para as quais essa decisão está distante, como a Alemanha e a Itália, que não reconhecem o Estado, embora também discordem das ações do Exército israelense.
Por conta de sua conduta militar em Gaza, Israel vem sendo intensamente criticado. Autoridades locais de Gaza apontam que mais de 65 mil palestinos já foram mortos nesses dois anos de guerra. O primeiro-ministro, Benjamin Netanyahu, rejeitou os apelos da comunidade internacional para encerrar o conflito. Segundo ele, a guerra só terá fim quando o Hamas for totalmente destruído, e reforçou que Israel não reconhecerá o Estado palestino.
Outra polêmica envolve a intenção do Estado israelense de anexar a Cisjordânia como resposta ao reconhecimento do Estado palestino por outros países.
O que o reconhecimento da Palestina significará?
A criação de um Estado palestino é de suma importância para o povo que habita além do Jordão. Sem um assento pleno na ONU, o Estado permanece refém das decisões dos países ao seu redor e não consegue tomar decisões por si mesmo.
A Cisjordânia, parte da Palestina, não tem litoral e só pode ser acessada por território israelense ou pela fronteira com a Jordânia, que é administrada por Israel, tornando assim a terra palestina totalmente controlada por Israel.












