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São Paulo faz promoção em Cotia: Atletas da Base sendo vendidos a preço de banana

São Paulo Camepeão da Copinha

O São Paulo vive, em 2025, um de seus piores anos em relação à sua base, não pelo desempenho em campo, mas pelas vendas precoces de atletas com potencial para gerar muito dinheiro aos cofres do clube e aliviar a dívida que, em 2023 ano da inédita conquista da Copa do Brasil, estava em R$ 666,7 milhões. Em apenas dois anos, esse valor cresceu 46%, chegando, em 2025, à marca de R$ 968,2 milhões, a maior dívida da história do clube. Mas, afinal de contas, por que o São Paulo, dono de uma das melhores categorias de base do país, não está sabendo valorizar seus jogadores?

Crise econômica

Presidente do São Paulo Julio Casares com a taça da Copa São Paulo 2025

Em 2025, o São Paulo enfrenta o pior momento financeiro de sua história, com uma dívida que apresentou um crescimento absurdo em apenas dois anos. Em 2023, ano da inédita conquista da Copa do Brasil, o clube possuía uma dívida de R$ 666,7 milhões. Em apenas dois anos, esse valor cresceu 46%, chegando, em 2025, à marca de R$ 968,2 milhões, a maior dívida da história do clube.

Esse cenário é resultado da má gestão do ex-presidente Leco e do atual mandatário, Julio Casares, ambos com histórico de contratos caros e extensos, que se transformaram em uma verdadeira bola de neve, deixando o clube no vermelho.

Vale lembrar que, nesses últimos dois anos, o São Paulo fechou um importante patrocínio com a BIS e com o estádio, conquistou a Copa do Brasil, a Supercopa do Brasil e realizou a terceira maior venda de sua história, com a ida do zagueiro Beraldo ao PSG. Mesmo assim, a dívida tricolor cresceu de forma desproporcional, resultando nas vendas precoces dos meninos de Cotia.

Má gestão de Cotia

O São Paulo sempre foi um exemplo de gestão no que se trata de sua base. Cotia ja revelou inúmeros craques, como Lucas, Denílson, Casemiro, Cafu, Kaká, Rogério Ceni e muitos outros. Trata-se de uma das melhores categorias de base do país, que em 2025 conquistou a Copa São Paulo em cima do rival Corinthians, porem isso não impediu a atual desvalorizacao dos meninos de Cotia

Em duas janelas de transferências, o São Paulo vendeu cinco atletas, somando 37 milhões de euros (R$ 234 milhões) aos cofres do clube tricolor. Um valor que pode parecer alto, mas não se engane: o Palmeiras arrecadou os mesmos 37 milhões apenas com a venda do zagueiro Vitor Reis ao Manchester City. Somando as últimas cinco vendas de atletas de base do Palmeiras, o montante chega a 99 milhões de euros (R$ 626 milhões).

Dívidas de curto prazo e déficit negativo são os principais fatores que forçam o São Paulo a realizar vendas precoces. Além disso, o clube estuda negociar com um fundo de investimento que poderia injetar até R$ 350 milhões em troca de 30% dos direitos sobre futuras vendas da base. Caso o acordo se concretize, a tendência de baixo aproveitamento dos jovens deve piorar ainda mais.

Em entrevista à ESPN, o presidente Júlio Casares afirmou que o São Paulo está adotando uma filosofia mais “pé no chão”, priorizando a estabilidade financeira em vez de depender exclusivamente da conquista de campeonatos para equilibrar as contas.

“Claro que gostaríamos que tivesse sido de dois dígitos. Mas fizemos o melhor possível. O São Paulo não pode mais apostar em campeonatos para ver depois a venda, como fizemos com o Beraldo. Não podemos apostar para ganhar e para vencer. Precisamos ter responsabilidade”, analisou.

“O São Paulo não pode mais experimentar déficit. Já fizemos, até quando ganhamos a Copa do Brasil em 2023. Claro que aquela conquista foi importante, mas perdemos a oportunidade de vender o Pablo, que se contundiu com cirurgia e o próprio Nestor. A venda do Henrique e dos demais era extremamente necessária”, complementou.

Últimas transferências de atletas da base do São Paulo

  • Moreira (lateral-direito, 21 anos): empréstimo gratuito ao Porto-POR, com opção de compra de 2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões) por 50%.
  • William Gomes (atacante, 19 anos): vendido ao Porto-POR por 9 milhões de euros (R$ 57,3 milhões), com mais 1 milhão de euros (R$ 6,3 milhões) por metas. O clube mantém 20% dos direitos.
  • Ângelo (lateral-direito, 16 anos): vendido ao Strasbourg-FRA por 5 milhões de euros (R$ 31,8 milhões), com mais 2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões) em metas. O clube mantém 12,5% dos direitos econômicos.
  • Matheus Alves (meia, 20 anos): vendido ao CSKA-RUS por 6 milhões de euros (R$ 38,2 milhões). O clube arrecada 90% do montante (R$ 34,3 milhões).
  • Lucas Ferreira (atacante, 19 anos): vendido ao Shakhtar-UCR por 10 milhões de euros (R$ 63,6 milhões), com mais 2 milhões de euros (R$ 12,7 milhões) em bônus. O clube recebe 8 milhões de euros (R$ 50,9 milhões) referentes a 80% da cota fixa.
  • Henrique Carmo (atacante, 18 anos): vendido ao CSKA-RUS por 6 milhões de euros (R\$ 38,2 milhões), com mais 1 milhão de euros (R$ 6,3 milhões) em bônus. O clube detinha 85% dos direitos e manterá 20%.
  • Lucas Loss (zagueiro, 18 anos): vendido ao Midtjylland-DIN por 200 mil euros (R$ 1,2 milhão). O clube mantém 10% dos direitos.

Se as palavras do presidente Júlio Casares se confirmarem, a tendência é que não vejamos transferências do porte da de Beraldo tão cedo. O clube deve e vai fazer caixa em cima de jovens ainda em formação, que não chegaram a ser lapidados em Cotia. Resta acompanhar de perto a vida financeira do São Paulo e o futuro dos meninos da base tricolor.

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