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Lenda do Blues B.B. King completaria 100 anos hoje

B.B. King

A trajetória do músico que ganha destaque pela importância histórica e pela influência duradoura no blues, mesmo após sua morte.

Nesta terça-feira (16), completa-se o centenário de nascimento de Riley B. King, conhecido mundialmente como B.B. King, figura central na história do blues norte-americano. O artista que influenciou gerações de músicos e consolidou o blues como um dos pilares da música popular.

Vida e carreira

B.B. King nasceu em 1925, no Mississippi, em uma comunidade rural marcada pela pobreza e pela segregação racial. Desde a infância, trabalhou nas plantações de algodão e teve contato com o gospel e o blues, que moldariam sua identidade musical.

Iniciou como DJ em Memphis, onde recebeu o apelido “Blues Boy”, posteriormente abreviado para B.B. Seu estilo se destacou pelo uso expressivo do vibrato e pela interação entre voz e guitarra.

Ao longo da carreira, tornou-se um dos primeiros artistas negros a se apresentar para plateias brancas nos Estados Unidos, contribuindo para a projeção internacional do blues como expressão artística ligada à identidade e à resistência da população negra.

Com mais de seis décadas de carreira, King lançou mais de 50 álbuns e realizou milhares de apresentações ao redor do mundo.

Seu trabalho é frequentemente citado como referência por músicos de diversos gêneros, incluindo rock, jazz e soul.

Origem de “Lucille”

Em 1949, durante uma apresentação em um clube no Arkansas, B.B. King presenciou um incêndio causado por uma briga entre dois homens. Após a evacuação do local, B.B. King percebeu que havia deixado sua guitarra dentro do local em chamas e decidiu arriscar a vida para recuperá-la.

No dia seguinte, o artista descobriu que os dois homens haviam brigado por conta de uma mulher chamada Lucille.

O episódio o marcou profundamente, e desde então, passou a chamar todas as suas guitarras de “Lucille”, como um lembrete pessoal das consequências de decisões impulsivas.

Depois do episódio, B.B. King escreveu a música “Lucille”, que faz parte do álbum com o mesmo nome. Na canção, ele conta a história que inspirou o nome da sua guitarra.

B.B. King
B.B. King tocando guitarra “Lucille”. Foto Divulgação

Álbuns marcantes e prêmios

Entre seus trabalhos mais reconhecidos, está o álbum Live at the Regal (1965), considerado por críticos como uma das melhores gravações ao vivo do gênero.

Já o álbum Completely Well (1969) trouxe o clássico “The Thrill Is Gone”, que ampliou sua popularidade junto ao público do rock e da música pop.

Ao longo da carreira, recebeu 15 prêmios Grammy, incluindo categorias como Melhor Performance Vocal Masculina de R&B e Melhor Álbum de Blues Tradicional, este último pelo disco One Kind Favor de 2008.

Em 1987, foi introduzido no Rock and Roll Hall of Fame, reconhecimento máximo para artistas que contribuíram significativamente para a história da música.

Também foi homenageado com o Kennedy Center Honors em 1995, e recebeu uma estrela na Calçada da Fama de Hollywood em 1990.

B.B. King
Estrela na calçada da fama com nome de B.B. King. Foto: Dcdebes

Legado deixado

B.B. King faleceu em 14 de maio de 2015, aos 89 anos, em Las Vegas, devido a complicações da diabetes.

Seu legado permanece vivo na música contemporânea, sendo amplamente reconhecido como um dos maiores guitarristas da história e figura essencial na consolidação do blues elétrico.

Além de sua contribuição artística, B.B. King é lembrado por sua atuação como símbolo da cultura afro-americana, tendo rompido barreiras raciais e levado sua música a públicos diversos em um período de intensas transformações sociais nos Estados Unidos.


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