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TV 3.0: Conheça nova era de televisão aberta e gratuita brasileira

A nova tecnologia possibilita interação entre usuário e a televisão, recurso de acessibilidade e sistemas de recomendações por meio de inteligência artificial

O Presidente Lula assinou nesta quarta-feira, (27), o Decreto 12.595/2025, que regulamenta a nova geração tecnológica de televisão: a TV 3.0.

A plataforma integra de maneira fluida o consumo de conteúdo de larga escala por meio do broadcast – quando uma mesma informação é enviada de um ponto para vários receptores ao mesmo tempo, como o rádio e a TV aberta tradicional – com experiência personalizada através do broadband, por meio da internet que permite a transmissão de uma grande quantidade de dados simultaneamente.

A nova tecnologia de transmissão foi apresentada nesta quarta-feira pelo presidente do Fórum do Sistema Brasileiro de TV Digital, Raimundo Barros, na cerimônia de lançamento no Palácio do Planalto. Segundo Barros, a TV aberta representa cerca de 60% do tempo de consumo de vídeo nos domicílios, mesmo com a variedade de telas, como celulares, tablets e computadores. Sendo assim, a nova forma de transmissão veio para revolucionar a forma dos brasileiros assistirem à televisão.

O formato permite interatividade dos usuários como votações em tempo real em reality show, serviço do governo digital, recursos de acessibilidade, publicidade e conteúdo personalizado através do controle remoto, além de sistemas de recomendações com a introdução da inteligência artificial e alerta de emergência em casos de desastres.

Para o ministro das Comunicações, Frederico Siqueira Filho, a nova tecnologia é um momento histórico para o Brasil, como forma de fortalecer a televisão brasileira, permitindo que a informação chegue de forma mais democrática a toda população.

Imagem/Divulgação

” O Brasil possui cerca de 80 milhões de domicílios e mais de 75 milhões deles têm sinal de televisão. Por outro lado, 75 milhões de lares têm internet. Vamos integrar digital com TV para que a gente possa evoluir na prestação de serviço na cidadania. A televisão aberta é um ponto de encontro do povo brasileiro e precisa evoluir para continuar sendo popular e democrática”, afirma.

Com a regulamentação, as emissoras brasileiras podem iniciar a implantação do novo formato. A primeira fase deve ser finalizada ainda em 2025, e a transmissão deve começar a partir do primeiro semestre de 2026 nas grandes capitais do Brasil, e pode demorar até 15 anos para alcançar todo o território nacional.

O que muda?

  • Qualidade de som superiores e imagem imersiva
  • Transmissão 4K ou até 8K
  • App DTV+
    Os canais terão ícones e funcionarão como aplicativos, parecidos com os aplicativos de streaming, como Netflix e YouTube
  • Publicidade interativa e direcionada: os telespectadores poderão comprar produtos exibidos ao vivo por meio da nova tecnologia
  • Integração total com a internet, mas não obrigatória
  • Acessibilidade: legendas customizáveis, audiodescrição, gerador de Libras e vídeo de intérprete simultâneo

De acordo com o ministro das Comunicações, a implantação será gradual e os usuários não precisarão trocar de aparelhos televisivos de imediato. De início, será necessário adquirir um conversor. Mas, o objetivo é que, no futuro, os novos televisores já saiam de fábrica com a tecnologia integrada.

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