Fenômeno já provoca suspensão de aulas, fechamento de estabelecimentos e cancelamentos em voos e trens na província de Guangdong e no sul ásiatico.
Às 9h de terça-feira (23), horário local, o tufão Ragasa avançava pelo Mar da China Meridional com ventos de até 200 km/h próximos ao seu centro, deslocando-se em direção ao oeste-noroeste. Classificado pela Agência de Meteorologia do Japão como de grande escala e potência, o fenômeno já começou a afetar o sul da China e Hong Kong, provocando suspensão de aulas, fechamento de estabelecimentos e cancelamentos em serviços de transporte aéreo e ferroviário.

Impactos imediatos
Em Guangdong, escolas suspenderam as aulas por tempo indeterminado e diversas empresas autorizaram o trabalho remoto. Nas áreas costeiras, lojas e restaurantes fecharam as portas para reduzir os riscos de acidentes. Companhias ferroviárias anunciaram a interrupção de rotas de alta velocidade, enquanto companhias aéreas voos domésticos e internacionais.
Em Hong Kong, onde os efeitos já começaram a ser sentidos, as aulas permanecerão suspensas pelo menos até quinta-feira. O aeroporto internacional da cidade já informou que dezenas de voos já foram cancelados e que os transtornos devem se intensificar conforme o fenômeno se aproxima.
Preparativos e medidas preventivas
As autoridades locais emitiram alertas para possíveis inundações, deslizamentos de terra e quedas de energia. Equipes de emergência estão posicionadas em pontos estratégicos, e moradores de áreas de risco foram orientados a procurar abrigos temporários. Em regiões costeiras, pescadores foram obrigados a recolher embarcações e encerrar atividades no mar.
Histórico e preocupação regional
O Ragasa é considerado um dos tufões mais fortes da temporada no Pacífico. A trajetória atual reacende memórias de outros eventos devastadores, como o tufão Mangkhut, em 2018, que causou centenas de mortes e prejuízos bilionários. Especialistas ressaltam que, com ventos sustentados de até 200 km/h, o Ragasa representa ameaça significativa tanto para infraestruturas urbanas quanto para comunidades rurais mais vulneráveis.
Enquanto isso, países vizinhos como Taiwan e Filipinas seguem monitorando os desdobramentos, já que o sistema pode manter forte intensidade mesmo após tocar a costa chinesa.












