Ucrânia conta com apoio de aliados; presidente dos EUA descarta adesão à Otan
O presidente dos EUA, Donald Trump, recebe nesta segunda-feira (18) o ucraniano Volodymyr Zelensky e líderes europeus na Casa Branca. As reuniões ocorrerão no Salão Oval e no Salão Leste.
Kiev teme pressão para aceitar um acordo favorável à Rússia. Trump já afirmou que não vê chance de adesão da Ucrânia à Otan nem de reversão da anexação da Crimeia, tomada por Moscou em 2014.
Na sexta-feira (16), Trump recebeu Vladimir Putin no Alasca. Discutiram um plano para encerrar a guerra iniciada há três anos. O conflito é o mais letal da Europa desde a Segunda Guerra, com dezenas de milhares de mortos e milhões de deslocados.
Trump se reunirá primeiro com Zelensky e depois com representantes do Reino Unido, Alemanha, França, Itália, Finlândia, União Europeia e Otan. Segundo a Casa Branca, os europeus querem reforçar apoio à Ucrânia e garantir segurança no cenário pós-guerra.
Os aliados também buscam evitar novos atritos diplomáticos, como o episódio em fevereiro, quando Trump e Zelensky se desentenderam no Salão Oval. Washington propõe concessões de ambos os lados, Kiev e Moscou.
Em sua rede Truth Social, Trump atribuiu a Zelensky a responsabilidade pelo fim do conflito:
Kiev rejeitou as condições russas, como abrir mão da região leste de Donetsk, parcialmente ocupada por Moscou.
O encontro entre Trump e Zelensky está marcado para as 13h15 (de Brasília). Às 15h, o americano se reunirá com os líderes europeus.












