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Trump direciona ações militares a cidades com maioria negra e latina nos EUA

Trump direciona ações militares a cidades com maioria negra e latina nos EUA

Operações da Guarda Nacional e do ICE se concentram em grandes centros urbanos governados por democratas

Como parte de sua intensa campanha contra a imigração, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, enviou soldados da Guarda Nacional a cidades em todo o país para reforçar sua estratégia de combate à criminalidade.

A presença militar, no entanto, tem se concentrado em grandes centros urbanos que, em sua maioria, não possuem população predominantemente branca ou são administrados por governantes do Partido Democrata, opositor do Partido Republicano, legenda de Trump.

Nas últimas semanas, o presidente anunciou uma ampla operação do ICE, serviço americano de imigração, em Chicago (Illinois), além de Nova Orleans, Memphis e Nova York. O governo alega que essas cidades estão entre as mais perigosas do país, justificando intervenções mais intensas — hipótese refutada por opositores.

Trump é alvo de manifestações em Los Angeles
Manifestações em Los Angeles / Fonte: Spencer Platt/Getty Images

Em uma de suas redes sociais, Trump chegou a afirmar que a cidade de Chicago “está prestes a descobrir por que o nome é Departamento de Guerra”, em alusão à recente troca de nomenclatura do Departamento de Defesa.

Dados do Censo norte-americano apontam que essas localidades têm maior proporção de negros e imigrantes em relação a brancos. O discurso de Trump sobre essas regiões também tem sido marcado por declarações polêmicas: ao falar sobre Chicago, ele a classificou como “campo de matança e cidade mais perigosa do mundo”. Já em relação a Memphis, cidade onde três em cada cinco moradores são negros, afirmou que era preciso “cuidar dos profundos problemas”.

Apesar dos dados, o governo insiste que nessas cidades o crime ocorre em grandes proporções, citando como exemplo recente o caso de Iryna Zarutska, refugiada ucraniana morta em um metrô na Carolina do Norte.

Para estudiosos, Trump busca criar um ambiente de medo e desconfiança entre a população para reforçar a premissa de que estaria “consertando o que estava errado”. Pesquisadores também manifestam preocupação de que essa “caça” promovida pelo governo possa escalar e se transformar em uma espécie de “guerra civil”.

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