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Thear: marca goiana estreia no Fashion Clash Festival 2025 com coleção que celebra o Cerrado

Detalhe de peça artesanal em crochê e bordado da coleção Ânima, criada pela marca Thear, inspirada no Cerrado brasileiro.

“Ânima” cria elo entre a Thear e o cenário global com moda que celebra regionalismo e artesania do Cerrado.

Foto: Créditos/Marcos Duarte

Vindo diretamente do Centro-oeste brasileiro, mais especificamente de Goiânia (GO), a marca Thear idealizada e fundada por Theodora Alexandre tem sua estréia marcada no FashionClash – Festival Essence 2025, entre 14 e 16/11, com a coleção Ânima.

A coleção apresenta Cerrado e a artesania brasileira ao território europeu em formato de performance e exposição à aer realizada na cidade de Maastricht, na Holanda, por meio de um convite realizado pelo curador de moda brasileiro, Marlon Claessen, que enxergou o potencial em traduzir q brasilidade para o olhar global.

O desafio é transportar a essência em cinco looks exclusivos de exposição e dez looks performáticos, que encerram o primeiro dia do evento. “Ânima sintetiza oito anos de caminhada, pesquisa e afeto. É o suspiro da própria alma do Cerrado, um sopro de vida e homenagem à força vital que brota em meio à aridez. Cada peça é artesanal, feita a muitas mãos, e traduz a vitalidade da terra quente e o dourado calmo do nosso Sol goiano”, revela Theodora

Coleção “Ânima”: a alma do bioma transformada em performance:

O processo criativo da coleção tem como ponto de partida o gesto essencial de olhar para trás antes de avançar, resultando na cocriação entre a designer Thaís Maci e a especialista em corsets Jerônima Baco — as quais somam suas expertises à visão poética e sensível da marca — Desde a fundação, em 2018, a Thear constrói uma trajetória marcada por processos manuais, conexões humanas e sustentabilidade, caminho que levou a marca para a Casa de Criadores e ao line-up da São Paulo Fashion Week, e agora, à cena internacional.

“Cada look carrega histórias de mãos que tecem memórias, entre elas: mulheres reeducandas do sistema prisional de Goiás, reafirmando a dimensão social e humana da moda”, complementa Theodora.

Para a performance de estreia em território europeu, a coleção propõe uma extensão espiritual do bioma brasileiro, junto de um canto silencioso da brasilidade profunda que ecoará tradição e contemporaneidade.

A narrativa se amplia com as máscaras botânicas, criadas com casca, sementes e flores secas. “O processo criativo se embasou em uma pesquisa exploratória inicial desafiadora, associada a uma profunda escuta intuitiva, resultando em composições artísticas singulares no formato de máscaras, feitas com diversos elementos botânicos do Cerrado, ricos em cores, formas e texturas”, conta Viniciu Fagundes, engenheiro ambiental e artesão responsável pelas peças.

As peças trazem as sensações por meio do artesanato como principal pilar. A maior parte das peças são feitas de crochê, macramê, fuxico e bordado manual  – com técnicas que transformam em linguagem de vanguarda. E com uma paleta de cores monocromática em tons de ocre e dourado, fazendo homenagem ao Sol do Cerrado, evocando o brilho natural e serenidade das manhãs goianas.

A trilha sonora da performance cria a ponte final dos elementos locais para o universal. “A trilha nasce dos sons do território goiano, as rezas, o berrante, a catira, misturados a timbres eletrônicos e estranhos. Essa fusão desloca o regional para uma esfera global, criando camadas sonoras que dialogam com as texturas dos tecidos e das interpretações. Mais do que melodia, buscamos textura: sobreposições que revelam a alma da coleção”, afirma Geórgia Cynara, professora de Cinema e compositora da trilha sonora.
Com “Ânima”, a Thear reafirma a vocação de unir arte, sustentabilidade e ancestralidade, levando a identidade do Cerrado e da moda afetiva brasileira a um novo horizonte internacional.

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