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Eleições 2026: teste das urnas eletrônicas será nesta segunda (1)

Fase de auditoria e testes de segurança das urnas deve durar até sexta-feira (5)

A 8ª edição do Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais será nesta segunda (1) e será realizado o Teste da Urna 2025. O objetivo é reforçar a confiabilidade, a transparência e a segurança da captação e da apuração dos votos. Até sexta-feira (5), investigadores executarão os testes de funcionamento da ferramenta;

A iniciativa integra o ciclo de desenvolvimento dos sistemas de votação, apuração, transmissão, recebimento de arquivos e apoio às auditorias da urna eletrônica, sendo uma das principais oportunidades de fiscalização do processo eleitoral.  

O Teste da Urna de 2025 será realizado nos sistemas que a Justiça Eleitoral (JE) usará nas Eleições Gerais de 2026, entre eles o Gerenciador de Dados, Aplicativos e Interface com a Urna Eletrônica (Gedai-UE), Software de Carga, Software de Votação, Sistema de Apuração e Kit JE-Connect. O teste poderá ser acompanhado por pesquisadores e jornalistas.

Segurança para as próximas eleições

O Teste é uma das etapas mais importantes de auditoria e fiscalização do processo eleitoral. A avaliação será realizada em ambiente reservado no edifício-sede do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), com apoio de computadores, urnas, impressoras, ferramentas e insumos necessários. 

O primeiro Teste Público de Segurança dos Sistemas Eleitorais foi realizado em 2009. A partir de então, ocorreram outros seis testes. Em 2016, o Teste da Urna passou a ser obrigatório. Ao todo, já participaram 157 investigadores e 112 planos foram executados em 247 horas.   

O Teste Público da Urna 2025 teve recorde de inscrições, com 151 pedidos de pessoas interessadas em participar do evento e 38 planos de testes aprovados pela Comissão Reguladora. 

Próximos passos 

Na sexta-feira (5), a etapa de testes será encerrada e, em 18 de dezembro, o relatório parcial da Comissão Avaliadora será publicado. Após isso, os participantes serão convocados novamente para a última etapa, que consiste em um Teste de Confirmação do que foi avaliado, e será realizada em maio de 2026.  

Em junho do ano que vem, serão publicados os relatórios finais da Comissão Avaliadora e da Comissão Reguladora, apontando os resultados da etapa de confirmação, com avanços na segurança do sistema eletrônico de votação.

Urnas em cheque

Urnas eletrônicas
Desde 1996, urnas eletrônicas são usadas nas eleições brasileiras [reprodução / TSE]

Nos últimos anos, a urna eletrônica teve seus resultados contestados nas últimas três eleições presidenciais. Em 2014, o então candidato Aécio Neves (PSDB) afirmou que poderia haver “falhas e vulnerabilidades nas urnas que levaram a sua derrota” contra a então presidente Dilma Rousseff (PT). No ano seguinte, o PSDB criou um movimento no congresso para questionar a “lisura” da ferramenta.

Em 2022, com a vitória do presidente Lula (PT) sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro, as urnas foram constantemente atacadas. Segundo investigações da Polícia Federal, um movimento liderado por Carla Zambelli e o hacker Walter Delgatti teria acionado Bolsonaro para saber sobre possíveis alternativas de fragilidades do processo eleitoral. Mesmo em 2018, Bolsonaro afirmou que “teria ganhado no primeiro turno se não fossem às urnas”.

O contexto histórico transforma essa etapa em uma das principais para a manutenção do processo democrático para o ano que vem. A observação de profissionais para possíveis falhas da urna eletrônica pode dar sustentação para negar desinformações políticas que possam ser veiculadas.


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