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Supermercado em Itaipava terá que demolir rampa após determinação do MPF

Supermercado em Itaipava terá que demolir rampa após determinação do MPF

Projeto estratégico de mobilidade prevê mudanças na Estrada União e Indústria para reduzir impactos no trânsito

O Ministério Público Federal (MPF) determinou que o supermercado Têre Frutas, inaugurado neste ano em Itaipava, demola a rampa de acesso construída na frente do imóvel. Além da demolição, será necessário ajustar o ponto de ônibus existente no local. A decisão foi tomada após denúncias de moradores e apresentação de provas pela associação NovAmosanta.

Rampa construída sem autorização

Durante reunião realizada no último dia 19, representantes da NovAmosanta apresentaram fotografias que mostravam a construção da rampa de acesso. O equipamento, segundo a entidade, não respeita o afastamento mínimo da Estrada União e Indústria e foi feito sem autorização do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) e da Companhia Petropolitana de Trânsito e Transportes (CPTrans).

De acordo com a associação, a obra interfere diretamente na mobilidade do trecho, que já apresenta pontos de congestionamento em horários de pico. Além disso, moradores relataram que a estrutura prejudicou a circulação de ônibus e dificultou o embarque e desembarque de passageiros.

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Foto: Rampa Terê Frutas de Itaipava-RJ terá que ser demolida.

Projeto estratégico de mobilidade

A entidade apresentou também detalhes do chamado Projeto Estratégico de Mobilidade de Itaipava, conhecido como “Projeto do Zinho”. O plano prevê a ampliação da Estrada União e Indústria em um trecho de 600 metros, entre o Shopping Estação e a Rotatória do Bramil.

O objetivo é criar duas faixas em cada sentido da rodovia, com integração ao futuro trevo em diamante que será construído pela nova concessionária da BR-040. A proposta foi elaborada pela sociedade civil em parceria com a Secretaria de Planejamento e a CPTrans, e ainda aguarda definição quanto à execução pelo DNIT.

Segundo Jorge de Botton, vice-presidente da NovAmosanta, a rampa construída pelo supermercado compromete a implantação do projeto. “Recebemos reclamações de moradores, que disseram que a obra atrapalhou o trânsito e a parada de ônibus no local. Por isso, procuramos uma solução para melhorar a situação”, afirmou.

Compromisso do empreendedor

A Secretaria de Planejamento informou que o proprietário do supermercado se comprometeu a demolir a rampa e a ajustar o ponto de ônibus, após reunião com o secretário Fred Procópio e o arquiteto responsável pelo projeto.

No entanto, a pasta destacou que a remoção de postes e demais intervenções ainda depende de avaliação do empreendedor, já que a questão não havia sido discutida anteriormente.

Prazos definidos pelo MPF

O MPF estabeleceu um cronograma de ações para adequar o espaço. Dentro de dez dias, o supermercado deve fornecer dados qualificativos e contato do proprietário do imóvel. Em até 20 dias, será necessário encaminhar à Secretaria de Planejamento, com cópia ao MPF, o projeto atualizado com as modificações.

Após o recebimento, deverá ser realizada uma reunião com a CPTrans e representantes da NovAmosanta para avaliação. Em até 30 dias, o Ministério Público deve receber o cronograma de execução das intervenções.

Impacto para a mobilidade urbana

Especialistas ouvidos pela reportagem afirmam que a decisão pode ter impacto positivo para o trânsito na região. O engenheiro de transportes Carlos Henrique Gomes, por exemplo, avalia que a retirada da rampa permitirá maior fluidez viária.

“Uma intervenção irregular em uma rodovia desse porte pode comprometer toda a segurança da via. As adequações propostas são fundamentais para a mobilidade futura”, destacou.

O plano de expansão da União e Indústria é considerado estratégico para Itaipava, já que o distrito concentra intenso fluxo de veículos, especialmente nos fins de semana. O projeto busca reduzir gargalos históricos e melhorar a integração entre Petrópolis e a BR-040.

Posicionamentos aguardados

A reportagem entrou em contato com o DNIT, a Prefeitura de Petrópolis e os administradores do supermercado Têre Frutas para comentar as determinações do MPF, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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