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Speedo reduz 53% das emissões de carbono com tecido Bioamida

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Foto: Freepik

Uso de fibras de origem renovável impulsiona a corrida por descarbonização no setor têxtil.

A Speedo Multisport anunciou uma redução de 53% nas emissões de carbono na fabricação de roupas e acessórios esportivos a partir do uso da Bioamida, um tecido produzido com biomassa de milho. A iniciativa marca um avanço no setor esportivo brasileiro e reforça o movimento por soluções que unam tecnologia, desempenho e menor impacto ambiental.

A descarbonização na moda esportiva

A corrida global pela descarbonização ganhou um novo marco na indústria esportiva. De acordo com dados da Organização das Nações Unidas para o Meio Ambiente, a indústria têxtil responde por cerca de 10% das emissões mundiais de gases de efeito estufa, o equivalente a aproximadamente 1,2 bilhão de toneladas de CO₂ liberadas anualmente.

O consumo de água também é um ponto crítico: a produção têxtil demanda mais de 79 trilhões de litros por ano, enquanto apenas uma camiseta de algodão utiliza, em média, 2.700 litros para ser produzida. Além disso, cerca de 35% das microfibras plásticas presentes nos oceanos têm origem em materiais têxteis sintéticos. Outro problema é o descarte: 85% das roupas produzidas no mundo são descartadas em menos de um ano.

No Brasil, quarto maior produtor têxtil do planeta, o setor movimenta mais de R$ 180 bilhões ao ano, emprega cerca de 1,3 milhão de pessoas e consome mais de 1,6 bilhão de metros cúbicos de água anualmente.

Com a COP30, o desafio é equilibrar competitividade e sustentabilidade em um ambiente onde a pressão por metas reais de descarbonização cresce rapidamente. A urgência climática redefine o papel das empresas do setor, que passam a investir em matérias-primas de origem renovável, cadeias produtivas rastreáveis e tecnologias de baixo impacto. A moda esportiva, antes centrada em performance, assume agora protagonismo na transição para um modelo industrial mais limpo, eficiente e alinhado aos compromissos ambientais globais.

O tecido Bioamida

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Logo da Speedo | Reprodução: Instagram

Nesse contexto, a Speedo desenvolveu o tecido de Bioamida, criado a partir da biomassa de milho. Segundo a empresa, o material emite até 53% menos carbono quando comparado às poliamidas convencionais.

Além disso, o material consome menos energia no processo de tingimento, otimiza o uso de água e mantém alto desempenho esportivo, com toque macio, conforto térmico e respirabilidade.

“Sustentabilidade não é apenas uma tendência, é uma responsabilidade. A tecnologia à base de milho mostra que é possível combinar inovação, bem-estar e impacto positivo no planeta”, afirma Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport.

A importância do movimento

O mercado global de roupas esportivas movimenta mais de 400 bilhões de dólares por ano e deve ultrapassar a marca de 450 bilhões até 2028, impulsionado por consumidores que associam bem-estar, tecnologia e responsabilidade ambiental.

No Brasil, o segmento cresce consistentemente e já representa uma das principais frentes de inovação da indústria da moda, com empresas investindo em materiais recicláveis, fibras orgânicas e processos de baixo impacto. Esse movimento é reflexo de uma transformação mais ampla, na qual o consumo passa a ser guiado por propósito, rastreabilidade e transparência. Para Jalonetsky, esse padrão de consumo exige respostas mais concretas das marcas.

“O consumidor de hoje quer vestir propósito. A nova geração exige inovação, coerência e transparência, e o compromisso da Speedo é liderar essa mudança, mostrando que a moda pode evoluir sem agredir o planeta”.


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