Nesta quarta (1), o governo norte-americano entrou em paralisação (shutdown) após o Congresso não aprovar um projeto orçamentário para estender o financiamento federal.
O termo shutdown é usado no governo americano para se referir à suspensão parcial das atividades do Estado quando o orçamento federal não é aprovado a tempo. A paralisação será iniciada no dia 1 de outubro com o principal ponto de impasse na área da saúde. Os democratas afirmam que só aprovarão o orçamento se os programas de assistência médica prestes a expirar forem prorrogados.
Já os republicanos ligados ao presidente Donald Trump, defendem que a questão da saúde seja discutida separadamente do financiamento federal. Eles acusam a oposição de transformar o orçamento em moeda de troca para atender interesses eleitorais às vésperas das eleições legislativas de 2026, que definirão o controle do Congresso.
Com o shutdown, milhares de servidores públicos serão colocados em licença, enquanto outros poderão ter os salários suspensos. Alguns serviços, no entanto, não serão paralisados, como: segurança nacional, policiamento, controle de imigração, defesa e serviços de emergência, ainda que operem de forma reduzida.
Último shutdown
O último shutdown, foi o mais longo da história e ocorreu durante o governo de Donald Trump, entre o fim de 2018 e o início de 2019, durando 35 dias. A paralisação foi motivada pelo projeto de construção do muro na fronteira com o México, uma promessa de campanha de Trump com o objetivo de reduzir a imigração para os EUA.

Impacto para turistas e transporte aéreo
O shutdown também afeta o setor do turismo. Companhias aéreas alertam para possíveis atrasos em voos nos próximos dias.
Segundo informações do G1, a Administração Federal de Aviação (FAA) informou que 11 mil funcionários serão afastados temporariamente, enquanto 13 mil controladores de tráfego aéreo terão de continuar trabalhando sem receber salário.
Parques nacionais, museus e zoológicos federais também podem fechar ou suspender parte de seus serviços. Entre os locais afetados está a Estátua da Liberdade, em Nova York, que deve interromper as visitas durante a paralisação.
Foto: SAUL LOEB / AFP












