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Branka emociona no Teatro Riachuelo com homenagem a Clara Nunes ao lado da Velha Guarda da Portela

Branka canta em homenagem a Clara Nunes junto à Velha Guarda da Portela.

Fotos: Assessoria Branka

Espetáculo “Branka canta Clara” celebrou o legado de Clara Nunes com participação especial da Velha Guarda da Portela e forte conexão com o público

Na noite de 27 de agosto, o palco do Teatro Riachuelo, no Rio de Janeiro, se transformou em um verdadeiro templo para celebrar a vida e a obra de Clara Nunes, que completaria mais um aniversário neste mês. O espetáculo “Branka canta Clara”, ganhou um novo capítulo ao receber a Velha Guarda da Portela, escola de coração da cantora mineira e símbolo de sua trajetória no samba.

Da plateia, era possível sentir a emoção que tomou conta do teatro. A voz potente de Branka, aliada à sua presença de palco carismática, conduziu o público por clássicos eternos de Clara Nunes, como Canto das Três Raças. A emoção se intensificava ao ver a Velha Guarda da Portela no palco, carregando na voz e no olhar a história viva do samba.

Para Branka, dividir o palco com os baluartes da azul e branco – cores que, por um momento, também se refletiram em seu figurino – foi uma experiência marcante.

“Essa edição no Teatro Riachuelo foi especial porque marcou a estreia de uma parceria muito significativa: dividir o palco com a Velha Guarda da Portela. Estar ao lado da escola de coração da Clara, que também foram seus amigos, trouxe ainda mais verdade e emoção a essa homenagem”, disse a cantora.

Era possível perceber a entrega de Branka no palco, cada nota ecoava emoção e intensidade. Segundo ela, a preparação para a apresentação vai muito além da técnica: “Interpretar as canções de Clara é uma entrega espiritual. Minha preparação é constante, nunca termina”, destacou.

Nos bastidores, a produtora Suzana Queiroz também ressaltou a importância do momento: “Foi um imenso prazer estrear esse espetáculo no Teatro Riachuelo. A equipe foi acolhedora e profissional, o que tornou a experiência muito leve e prazerosa”.

Ela revelou ainda os planos de levar o show em turnê pelo Brasil, com inscrições pela Lei Rouanet, e de apresentá-lo no Japão, país com o qual Clara Nunes tinha uma relação intensa e onde é reverenciada como uma verdadeira embaixadora do samba. “Neste ano tenho a alegria de apresentar Branka canta Clara no Japão, e existe o desejo de, futuramente, retornar ao país com a Velha Guarda da Portela, fortalecendo ainda mais essa ponte cultural. A ideia é que o projeto continue crescendo, alcançando diferentes públicos e mantendo viva a força do samba e da obra de Clara Nunes”, completou Suzana.

O público, por sua vez, saiu radiante. A psicóloga Tuanny Costa, que assistiu ao espetáculo, se surpreendeu: “A energia da Branka é incrível, e sua interpretação de Clara Nunes é tão autêntica que conseguiu honrar a essência da artista de maneira respeitosa e emocionante. A sintonia com os músicos e com a Velha Guarda da Portela criou uma atmosfera única, que realmente toca a alma”.

Além da emoção, a noite também teve caráter solidário: as doações para a Creche Clara Nunes foram destaque e reforçaram a conexão do espetáculo com o legado social da cantora.

Ao final, a sensação era de que Clara estava presente em cada acorde, cada canto de fé e ancestralidade que ecoava do palco. Foi mais do que um show: foi um encontro de gerações, uma reafirmação da importância de manter vivo o legado de uma das maiores vozes da música brasileira.

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