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Senado aprova prioridade no SUS para mulheres vítimas de violência

Crédito: SSP-PR

Projetos garantem atendimento mais rápido e com preferência por profissionais do sexo feminino.

A Comissão de Direitos Humanos (CDH) do Senado aprovou nesta quarta-feira (27) dois projetos de lei que ampliam a rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica e familiar.

As propostas tratam tanto da prioridade no atendimento pelo Sistema Único de Saúde (SUS) quanto da possibilidade de serem atendidas por profissionais mulheres.

O PL 715/2019 cria uma fila preferencial no SUS para mulheres que sofreram agressões, assegurando acesso mais ágil a acompanhamento psicológico, assistência social e cirurgias plásticas reparadoras.

Originalmente restrita a casos de danos físicos ou estéticos, a proposta foi alterada pela relatora, senadora Augusta Brito (PT-CE), que incluiu também as vítimas de traumas psicológicos, considerados igualmente graves.

A senadora Damares Alves (Republicanos-DF) destacou a importância da reparação imediata para evitar o isolamento social das vítimas. “Muitas mulheres deixam de sair de casa ou até de frequentar a igreja por vergonha das sequelas. Esse projeto chega em boa hora”, afirmou.

Já o PL 5.253/2023 estabelece que mulheres em situação de violência tenham direito a atendimento preferencialmente realizado por profissionais do sexo feminino.

O objetivo é proporcionar maior acolhimento e sensação de segurança. Segundo Damares, “na hora do atendimento, a vítima já está fragilizada e se sente mais identificada ao ser cuidada por outra mulher”.

A medida não cria obrigatoriedade, mas define a preferência, respeitando a disponibilidade da rede de saúde.

As duas propostas seguem agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS).
Da Rádio Senado.

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