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A Semana da Gastronomia Regional encantou Brasília com sabores, saberes e tradições do Ceará, destacando o projeto Museus Orgânicos e a força da cultura popular.
O Sistema Fecomércio Ceará, por meio do Senac, levou à capital federal, entre os dias 6 e 9 de outubro, o melhor da gastronomia e da cultura cearense durante a Semana da Gastronomia Regional, promovida pelo Departamento Nacional do Senac. O evento, que já se tornou uma das principais vitrines da culinária brasileira, destacou a autenticidade e a riqueza cultural do Ceará, tendo como tema o projeto “Museus Orgânicos: o museu onde você come a arte”, idealizado pelo Sesc Ceará em parceria com a Fundação Casa Grande. A proposta do projeto foi oferecer uma nova forma de vivenciar o saber popular, valorizando mestres que preservam tradições e ofícios herdados de geração em geração.
Durante quatro dias, chefs e instrutores do Senac Ceará apresentaram menus e experiências inspirados em quatro Museus Orgânicos: Café Museu Jaibaras, Museu Casa do Doce de João Martins, Espaço Gastronômico Cultural Albertu’s Restaurante e Museu Orgânico Casa dos Licores. As criações foram apresentadas em almoços temáticos e aulas-show realizadas nos Restaurantes-Escola do Senac em Brasília, na Confederação Nacional do Comércio (CNC), na Câmara dos Deputados e no Senado Federal. Cada menu combinou técnica, afeto e memória, traduzindo o sabor e a identidade do povo cearense.
Para o presidente do Sistema Fecomércio Ceará, Luiz Gastão, a participação do Estado reafirmou o compromisso da instituição em valorizar a cultura, o turismo e a economia criativa por meio da gastronomia. Ele destacou que a ação reforçou o papel do Senac como agente de transformação cultural e social. Parabenizo o Senac Nacional e a CNC por essa oportunidade que permite aos regionais apresentarem sua culinária e cultura. Unimos gastronomia, arte e os Museus Orgânicos, um sucesso que tem valorizado muito a tradição do Ceará, afirmou.

Luiz Gastão também destacou que a Semana da Gastronomia Regional representou um encontro entre formação profissional e identidade cultural. Segundo ele, a gastronomia é uma expressão viva da cultura cearense. Cada cardápio apresentado em Brasília traduziu o Ceará em seus sabores, aromas e histórias, levando à mesa o trabalho dos mestres da tradição popular e da agricultura familiar, ressaltou o presidente.
O evento contou com a participação de nomes de destaque da equipe do Senac Ceará. A chef Raquel Holanda foi responsável pelos almoços temáticos, que encantaram o público com pratos regionais reinterpretados de forma contemporânea. A confeiteira Larissa Mendes apresentou sobremesas inspiradas nos doces artesanais do interior do estado, explorando ingredientes típicos e memórias afetivas. Os instrutores Lucas Braga e Beatriz Lima conduziram a aula-show de abertura, que combinou tradição e inovação ao apresentar receitas que homenagearam a culinária do sertão.
O encerramento da Semana foi marcado por um momento de celebração à cultura nordestina, com a apresentação da Banda Cabaçal dos Irmãos Aniceto, grupo centenário do Crato reconhecido como símbolo vivo da tradição popular do Ceará. A performance emocionou o público e reforçou a ligação entre a gastronomia e a arte como expressões da identidade regional.

O projeto Museus Orgânicos, tema central da edição, foi amplamente elogiado por unir memória, cultura e sustentabilidade. A proposta transformou os espaços domésticos de mestres da cultura popular em locais de visitação e aprendizado, permitindo que o público conhecesse suas histórias, suas práticas e suas expressões artísticas. A iniciativa mostrou que a arte pode ser vivenciada com todos os sentidos: vista, ouvida, sentida e saboreada.

A Semana da Gastronomia Regional terminou em clima de celebração, com o público imerso em experiências que uniram sabores, arte e tradição. Em cada menu, uma história foi contada e em cada prato, um traço da memória cearense se fez presente. O encontro deixou clara a força da cultura popular e o papel da gastronomia como expressão de identidade e afeto, capaz de conectar pessoas e territórios por meio do que o Brasil tem de mais autêntico.












