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Sem anestesia: tatuagens estéticas entram na mira do CFM

O Conselho Federal de Medicina proibiu o uso de anestesia em tatuagens feitas apenas por estética. A medida vale para sedação, anestesia geral e outros tipos de bloqueio, e só permite o uso em casos com indicação médica, como reconstruções.

Na última segunda-feira (28), o CFM publicou a Resolução nº 2.436 no Diário Oficial da União, que entrou em vigor imediatamente. A norma visa proteger a saúde dos pacientes, restringindo o uso de anestesia a procedimentos médicos justificados, como tatuagens realizadas para fins reparadores após cirurgias ou traumas.

A decisão foi tomada com base na falta de evidências científicas que comprovem a segurança do uso de anestesia em procedimentos estéticos e na preocupação com riscos associados a práticas fora do ambiente clínico.

Riscos e precauções, segundo especialistas

O anestesiologista Paulo Guimarães considera a resolução uma medida de precaução importante. Ele alerta que o uso de anestesia em tatuagens estéticas pode representar riscos desnecessários, já que as tintas usadas contêm substâncias pouco estudadas, como metais pesados. Segundo o médico, a anestesia deve ser restrita a procedimentos com indicação médica clara e realizados em ambiente adequado.

Celebridades e o uso da anestesia em tatuagens

Nos últimos anos, o uso de anestesia em tatuagens extensas ganhou popularidade entre artistas e influenciadores. Em 2023, o DJ e modelo Jesus Luz utilizou anestesia para realizar duas grandes tatuagens e compartilhou a experiência nas redes sociais.

Em 2024, Rafaella Santos, irmã do jogador Neymar Jr., também recorreu ao procedimento para cobrir um desenho nas costas. Outros nomes da música, como MC Cabelinho, MC Poze do Rodo, MC Pedrinho e o rapper Oruam, também utilizaram anestesia para sessões de tatuagem mais extensas.

Consequências para os profissionais da saúde

Com a nova resolução, médicos que realizarem ou participarem de procedimentos estéticos com uso de anestesia sem indicação clínica poderão ser responsabilizados eticamente pelo Conselho Federal de Medicina. O órgão reforça que a medida tem como objetivo preservar a segurança dos pacientes e evitar práticas que ainda não possuem respaldo científico suficiente.

Imagem/Pexels

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