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Seleção do Super Mundial de Clubes da equipe O Informe

Reprodução: FIFA Club World Cup/Instagram

Com jogos emocionantes, destaques inesperados e a raça de times brasileiros nas alturas do campeonato, a Copa do Mundo de Clubes da FIFA trouxe diversos debates, entre eles surgiu a seleção ideal do campeonato e os redatores esportivos do portal O Informe escalaram os melhores desta nova edição do Mundial de Clubes, que encerrou-se no domingo passado, dia 13. Confira a escalação:

Reprodução: GE ‘Você Escala’/ Edição: Portal O Informe

DEFESA

Fábio – Fluminense

Fábio é impressionante. O experiente goleiro brasileiro não foi vazado em três partidas da competição, sendo crucial para a histórica campanha do Fluminense. Aos 44 anos, Fábio é o jogador mais velho entre todas as equipes do torneio e provou que pode atuar em alto nível e que a idade de um atleta não define a sua eficiência. A história do Fábio pelo Fluminense é um exemplo a ser estudado sobre a real vida útil de um jogador.

Hakimi – Paris Saint Germain

O lateral nunca parou de brilhar desde que chegou no PSG. Tem experiência na posição dentro do clube e na seleção do Marrocos, onde consequentemente ajudou a equipe ir longe na Copa do Mundo de 2022, no Catar. Com a saída de grandes craques no time e a chegada de jogadores com menos mídia – agora reconhecidos mundialmente – Achraf Hakimi foi um dos poucos que permaneceram nos objetivos do clube, graças ao seu talento na lateral-direita. Um dos grandes nomes da posição.

Cucurella – Chelsea

Odiado por muitos, irritante para outros. O espanhol Marc Cucurella vem demonstrando grande força na posição da lateral-esquerda e no Mundial não foi diferente. É um jogador que consegue entrar na mente do adversário por fazer um ótimo trabalho na defesa, protege bem o Chelsea em ataques e contra-ataques rápidos. Talvez seja o destaque da Copa do Mundo de Seleções em 2026 se continuar no mesmo ritmo dentro da seleção espanhola.

Koulibaly – Al-Hilal

Zagueiro crucial, conhecido por sua força física, inteligência tática e habilidade defensiva. Peça fundamental, se destacou jogando pelo Napoli, da Itália, onde se tornou um dos maiores jogadores em sua posição. Também teve passagens pelo Chelsea e, atualmente, joga pelo Al-Hilal, da Arábia Saudita. Capitão da seleção senegalesa, foi peça-chave na conquista da Copa Africana de Nações em 2022. Koulibaly foi essencial na vitória do Al-Hilal contra o City, um dos melhores times europeus na atualidade.

Marquinhos – Paris Saint-Germain

Crescido nas categorias de base do Corinthians, teve uma passagem pela Roma, na qual se aprimorou física e defensivamente. Contestado por muitos e ídolo de uma torcida que se forjou pela falta de títulos do Paris Saint-Germain, o zagueiro vivenciou uma era de grandes elencos bilionários, mas com técnicos e esquemas de jogo incompatíveis. A equipe sempre deixava de conquistar um campeonato na temporada – até que Luis Enrique chegou, uniu todos em uma sinergia perfeita e conquistou a Liga dos Campeões.

MEIO DE CAMPO

Cole Palmer – Chelsea

Meia-atacante talentoso, conhecido por sua criatividade, precisão nas finalizações e inteligência em campo. Revelado pelo Manchester City, ganhou projeção internacional ao se transferir para o Chelsea, onde rapidamente se tornou um dos principais nomes da equipe. Vestindo a camisa 10, foi protagonista da temporada 2023/24, liderando o time em gols e assistências na Premier League. Também brilhou em competições internacionais, sendo eleito o melhor jogador do Mundial de Clubes e também da final, marcando dois gols contra o PSG. Com passagens pelas seleções de base, Palmer integra a nova geração da seleção inglesa e é visto como um dos maiores talentos do futebol europeu na atualidade.

Vitinha – Paris Saint-Germain

O iniciador de jogadas do Paris Saint-Germain. Muitas vezes formando uma linha de 3 junto dos outros 2 zagueiros do clube parisiense na saída de bola, é de Vitinha a responsabilidade de iniciar as jogadas e quebrar a primeira linha de marcação das equipes adversárias. A bola longa é o ponto que mais chama a atenção em seu jogo. O português teve média de 10.3 lançamentos certos por jogo, contra 6.6 de Kimmich, o segundo colocado. Com a chegada de Luís Enrique na temporada 23/24, Vitinha vem ganhando cada vez mais responsabilidades e confiança na posição, se tornando a engrenagem essencial para que a máquina de Paris possa funcionar.

Moisés Caicedo – Chelsea

Caicedo é o equilíbrio do meio-campo do Chelsea. Muitas vezes alvo de críticas pelo alto valor que os Blues pagaram ao Brighton para contratá-lo, o equatoriano é um dos pilares do time. Caicedo é um jogador extremamente consistente, que tem um fôlego tremendo e aparece em todas as partes do campo. Atuando, na maioria das vezes, como primeiro volante, protege bem a defesa e também contribui na construção das jogadas. Quando sobe ao ataque, mantém o alto nível e participa diretamente dos lances decisivos, como na assistência para o terceiro gol contra o Benfica, partida em que foi eleito o melhor em campo.

ATAQUE

Jhon Arias – Fluminense/Wolverhampton

Meia versátil, conhecido por sua velocidade, visão de jogo e capacidade de decidir com gols e assistências. Peça fundamental no Fluminense, se destacou nas últimas temporadas como um dos principais jogadores do futebol sul-americano. Foi campeão da Libertadores em 2023, eleito para a seleção do torneio e referência técnica da equipe. Também acumula passagens de destaque pelo futebol colombiano antes de chegar ao Brasil. Arias foi decisivo na vitória sobre o Al-Hilal e é um dos destaques do Flu na campanha do Mundial de Clubes. Nesta quinta-feira 17 de julho, acertou os últimos detalhes para defender o Wolverhampton, da Inglaterra.

Gonzalo García – Real Madrid

Possivelmente a maior surpresa da competição, o jovem espanhol de 21 anos participou de gols em todos os jogos do Real Madrid na competição – a única exceção foi a goleada de 4×0 contra o PSG na semifinal – e terminou como um dos artilheiros do Mundial de Clubes com 4 gols. Com as ausências de Kylian Mbappé, fora do início da competição devido uma gastroenteriti, e Endrick, reserva imediato do francês, fora da competição por uma lesão na posterior da coxa, Gonzalo aproveitou a oportunidade dada por Xabi Alonso (novo técnico do clube) e mostrou ser uma boa opção de centroavante para os galáticos nos próximos anos.

Pedro Neto – Chelsea

Pedro Neto também foi um dos destaques do Chelsea na competição, especialmente na fase de grupos, quando marcou dois dos seus três gols no torneio. Em um momento em que o time ainda não mostrava sua melhor forma, foi ele quem assumiu a responsabilidade e decidiu as partidas. Esta foi sua temporada de estreia na equipe e, embora tenha enfrentado questionamentos em alguns momentos, o português parece ter conquistado de vez seu espaço no time titular. O excelente fim de temporada, com os títulos da Nations League e do Mundial de Clubes, consolidou sua ascensão.

TÉCNICO

Renato Gaúcho – Fluminense

Renato está se reinventando nessa nova passagem pelo Fluminense. O time, que para muitos foi a passeio na competição, se mostrou um time muito sólido e surpreendeu o mundo. O time se reinventou mais de uma vez durante a competição, e jogadores sem grande “grife” tiveram seu potencial extraído pelo treinador, este que assumiu o time em abril e, em pouco tempo, fez a diferença pelo clube carioca. O Informe já fez uma matéria mais detalhada enfatizando quão incrível foi a campanha do Fluminense na competição. Você pode ler a mesma clicando aqui.

Outros destaques da seleção do O Informe:


Além dos nomes consolidados da nossa seleção, o Mundial também abriu espaço para gratas surpresas e revelações pontuais, que chamaram atenção por atuações marcantes — mesmo que não ao longo de toda a competição. João Pedro, cria de Xerém e recém-chegado ao Chelsea, é o exemplo dessa situação e o nome que vem facilmente à mente dos brasileiros. Com personalidade nos momentos decisivos, o atacante despertou empolgação e pavimentou um caminho promissor rumo a uma futura convocação.

Entre os destaques mais inesperados, vale mencionar Garrow, goleiro do Auckland City, que brilhou contra o Boca Juniors com defesas impressionantes, sendo peça-chave no único jogo em que sua equipe não saiu derrotada. Também merecem destaque o sul-africano Iqraam Rayners e o brasileiro Lucas Ribeiro, ambos do Mamelodi Sundowns, que mostraram ter futebol suficiente para assumir a titularidade em diversos clubes da Série A.

No banco de reservas, talvez esteja o grande alívio brasileiro. A constante desconfiança sobre a renovação dos nossos técnicos ganhou uma pausa com as boas atuações de Filipe Luís e Renato Gaúcho, provando que ainda se formam grandes treinadores por aqui. Filipe, em sua estreia, não se escondeu: manteve uma proposta ousada, virou o jogo contra o Chelsea e partiu para cima mesmo diante do poderoso Bayern de Munique. Já Renato chegou ao Fluminense com a missão de reconstruir um elenco que vinha de longa permanência na zona de rebaixamento. Na ida ao Mundial, deixou claro que, quando bem comandado, o time tem identidade e coragem de sobra, qualidades que ele mesmo tem levado à beira do campo.

A seleção da Copa do Mundo de Clubes da FIFA da equipe O Informe representa nomes de jogadores com intensidade, talento e esforço. Entre veteranos, os quais mostraram que ainda conseguem atuar com muita qualidade e novos talentos que surgiram na competição, o Mundial deixa claro que o futebol está em constante renovação – não apenas na parte técnica mas também na emoção e identidade. A diversidade de clubes que disputaram a competição foi abraçada por Gianni Infantino, atual presidente da FIFA, contribuindo em novas histórias, consagração de talentos, reafirmação de ídolos e o principal, a reunião de continentes. 

Participantes:
Caio Stelmatchuk
Guilherme Augusto Nascimento
Guilherme da Silva
Isabelle Rocha
Isadora Leocardio

Mariane Gomes
Richard Henrique

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