Com 85% da população sem práticas regulares de atividade física, o país enfrenta o aumento nas doenças crônicas, além de barreiras emocionais e culturais que afastam os brasileiros do exercício
O Brasil enfrenta uma verdadeira epidemia de inatividade física. Segundo projeções, o sedentarismo pode custar mais de R$ 300 bilhões ao Sistema Único de Saúde (SUS) até 2030, impulsionado pelo aumento de doenças crônicas e pela sobrecarga hospitalar. O cenário é alarmante: 85% dos brasileiros não praticam atividades físicas de forma regular, mesmo diante de campanhas e informações amplamente divulgadas sobre os benefícios do exercício para a saúde. A falta de movimento faz com que os cofres públicos gastem mais e as empresas percam competitividade.
As causas do sedentarismo vão além da rotina atribulada. Pesquisas apontam que 30% da população atribui a inatividade à falta de motivação ou à preguiça, enquanto 25% evitam se exercitar por desconforto com o corpo, especialmente ao vestir roupas esportivas. Essa insatisfação estética e o sentimento de insegurança corporal acabam se tornando grandes barreiras para quem tenta adotar um estilo de vida mais saudável. A ausência de exercícios físicos traz uma série de consequências — doenças crônicas, baixa produtividade e impactos negativos na economia.

Além disso, fatores como falta de tempo e ausência de espaços adequados também dificultam o acesso a práticas regulares de atividade física — um contraste evidente diante do crescimento do mercado esportivo nacional, que vem apostando em tecnologia, sustentabilidade e conforto para atrair mais consumidores.
A inatividade física, portanto, vai além de um problema de saúde: é também um desafio econômico e social. Cerca de 47% da população brasileira é sedentária, e o país apresenta os piores índices da América Latina. A falta de exercícios está diretamente associada ao surgimento de doenças como diabetes, hipertensão, problemas cardíacos e até alguns tipos de câncer, o que sobrecarrega ainda mais o SUS.
Um estudo publicado em 2016 na revista The Lancet, intitulado “The Economic Burden of Physical Inactivity: A Global Analysis of Major Non-Communicable Diseases”, estimou que, em 2013, a falta de prática de exercícios custou ao mundo US$ 67,5 bilhões em despesas médicas e perdas de produtividade. A pesquisa evidenciou que o sedentarismo gera prejuízos não apenas à saúde, mas também à economia global.
No Brasil, estima-se que 17,4% dos custos do SUS estejam relacionados a internações causadas por doenças crônicas não transmissíveis (DCNT) decorrentes da inatividade física, somando cerca de US$ 83 milhões (R$ 300 milhões). Esses valores crescem ainda mais quando se consideram despesas com medicamentos e tratamentos contínuos.

Um levantamento projetou que, se o país reduzisse sua taxa de sedentarismo, poderia economizar até US$ 1,14 bilhão por ano em internações por diabetes tipo 2 e gastos com medicamentos para hipertensão e diabetes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, entre 2020 e 2030, a falta de exercícios físicos pode gerar cerca de 500 milhões de novos casos de DCNT, representando um gasto global adicional de US$ 300 bilhões até 2030 — sendo US$ 27 bilhões apenas em custos extras para a economia mundial.
No cenário internacional, os números reforçam a gravidade do problema: nos Estados Unidos, os gastos anuais chegam a US$ 117 bilhões, equivalentes a 11% das despesas médicas do país. No Reino Unido, o custo do sedentarismo é de aproximadamente £1,1 bilhão; na China, gira em torno de US$ 5 bilhões; e no Canadá, o valor estimado em 2009 era de US$ 5,3 bilhões. Os dados mostram que a inatividade física é um desafio global, e não apenas brasileiro.
👟 Moda esportiva como aliada contra o sedentarismo
Diante desse cenário, a moda esportiva tem assumido um papel estratégico: tornar a prática de exercícios mais acessível, prazerosa e inclusiva. Marcas como a Speedo Multisport vêm ampliando seus portfólios para atender diferentes perfis de consumidores — desde atletas até pessoas que buscam mais bem-estar e qualidade de vida.
Reconhecida como líder em esportes aquáticos no Brasil, a empresa expandiu sua atuação para segmentos como academias, lifestyle, suplementos e dermocosméticos, além de investir em produtos que unem inovação, desempenho e conforto. Entre as novidades, destacam-se barras de proteína e géis de corrida com formulações voltadas ao desempenho, além de linhas têxteis sustentáveis que priorizam tecnologia e bem-estar.

Um dos principais lançamentos da marca é a fibra Bioamida, de origem vegetal, que reduz em até 50% a pegada de carbono durante o processo produtivo. Outra inovação é a linha Cosmic Explorer, que combina design futurista com tecidos biodegradáveis que se moldam ao corpo, oferecendo conforto e liberdade de movimento.
“Nosso objetivo é transformar a vida dos brasileiros, incentivando a prática de atividades físicas de forma prazerosa, além de crescer com responsabilidade, mantendo a performance que sempre foi o nosso diferencial”, afirma Roberto Jalonetsky, CEO da Speedo Multisport.
🌱 Inovação com propósito e sustentabilidade

O avanço de tecnologias sustentáveis na moda esportiva reflete um movimento mais amplo: a busca por consumo consciente e produtos que promovam bem-estar físico e emocional. O público atual quer mais do que peças bonitas — quer significado, propósito e identificação.
“Estamos vivendo um momento único em que a inovação não pode ser dissociada da responsabilidade”, reforça Jalonetsky. “Acreditamos que, ao oferecer produtos que incentivam a prática de atividades físicas, conseguimos proporcionar aos consumidores uma verdadeira transformação em sua rotina, ajudando-os a superar o sedentarismo com conforto e estilo. Nosso compromisso é crescer com propósito, levando saúde e bem-estar de maneira acessível para todos.”












