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São Paulo abriga roteiro de museus e exposições que contam a história da criminalidade na cidade

Foto: Arquivo Pessoal

Para aqueles que gostam de conhecer mais sobre o mundo do crime, a visitação em espaços voltados para o tema é uma ótima aposta

São Paulo, uma das principais metrópoles do mundo, possui uma rica cena cultural que abrange diversos temas e são uma atração para os moradores e turistas que visitam a cidade. Museus e exposições dedicados ao mundo do crime viram opções interessantes para aqueles que desejam aprender mais sobre esse universo.


Uma das instituições mais populares é o Memorial da Resistência, localizado no bairro da Santa Ifigênia, que mantém viva a história e homenageia aqueles que lutaram contra a ditadura militar, de 1964, no Brasil. Inaugurado em 2009, o Memorial possui um acervo de documentos, fotos e objetos utilizados pelos presos políticos.

Foto: Arquivo pessoal


Em entrevista, Cristina Person, professora de história que acompanhava um grupo de alunos pelo museu, ressaltou a importância desses locais para a educação. “Espaços assim fazem com que o conteúdo passado nas aulas se torne sólido”, disse.


Outro destino é o Memorial Carandiru, palco de um dos episódios mais trágicos do estado, que abriga a história do massacre que ocorreu no ano de 1992, na zona norte da cidade. Os visitantes podem contar com um guia que explica o passado do lugar e a relevância da área como homenagem para as famílias das vítimas e luta pelos direitos humanos no país.


O Museu do Crime, localizado no Butantã, tem como objetivo mostrar o trabalho da polícia civil ao longo dos anos e expõe armas, tatuagens de presos, objetos de tortura, cartas de criminosos, fotos de cenas de crimes e perícias. Segundo o museólogo Victor Urresti, esse tipo de mostra apresenta um recorte da realidade e está ali propondo um debate.“Quando as instituições trazem exposições políticas e sobre crimes, fazem o oposto dos museus de arte. Elas nos fazem repensar, rememorar para que não se repitam algumas atrocidades”, declara.

Assim, de acordo com a ACADEPOL (Academia de Polícia do Estado de São Paulo): “Nosso principal cuidado é evitar grupos do ensino fundamental I e II”, portanto as visitas são recomendadas apenas para pessoas com mais de 15 anos de idade.


Não é novidade que a capital paulistana oferece um bom roteiro cultural e histórico para seus visitantes, com importantes ferramentas educativas e reflexivas sobre a história e a realidade social do país, mas esse roteiro merece ser contado de uma forma bem diferente, a do ponto de vista criminal.

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