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Rússia e Ucrânia retomam negociações de paz após sete semanas de impasse.

Foto: Arda Kucukkaya/MRE da Turquia

Diálogo ressurgido: negociações ocorrem em meio a ofensivas e tensões crescentes.

Nesta quarta-feira (23), representantes da Rússia e da Ucrânia se reuniram em Istambul, na Turquia, para uma nova rodada de negociações de paz — a primeira em mais de sete semanas. O encontro marca o quarto diálogo direto entre os países desde maio, em meio a uma guerra que já se arrasta por mais de três anos.

Apesar da retomada do diálogo, as expectativas permanecem baixas. O Kremlin já havia sinalizado que não se esperam “milagres” e classificou as propostas de ambos os lados como “diametralmente opostas”. A Rússia exige que a Ucrânia ceda quatro territórios ocupados, além da Crimeia, e abandone sua intenção de integrar a Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan). Kiev, por sua vez, insiste na retirada completa das tropas russas e em garantias de segurança do Ocidente.

As reuniões anteriores resultaram em acordos pontuais, como a troca de prisioneiros e a devolução de corpos de soldados mortos, mas não avançaram em direção a um cessar-fogo. Segundo fontes próximas ao Kremlin, o presidente Vladimir Putin mantém sua posição firme, mesmo diante da pressão internacional. Na semana passada, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou impor sanções severas à Rússia caso um acordo não seja alcançado em até 50 dias.

Enquanto os líderes mundiais observam atentamente os desdobramentos, o presidente ucraniano Volodymyr Zelensky reforçou a urgência de um encontro direto com Putin, na esperança de destravar o processo diplomático. Ainda não há confirmação oficial sobre essa possível cúpula.

A retomada das negociações ocorre em meio a intensos combates, com ataques aéreos russos sobre Kiev e avanços militares na região de Sumy. A Ucrânia, por sua vez, respondeu com ofensivas que causaram danos à frota estratégica russa.

Embora o caminho para a paz ainda pareça distante, o reinício das conversas representa, ao menos, uma abertura para o diálogo — algo raro em um conflito marcado por rupturas e endurecimento de posições.

Palácio Ciragan, em Istambul, onde as negociações serão realizadas / Foto: Reprodução Reuters

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