Crime durou cerca de 7 minutos e está sendo investigado pela polícia francesa.
O museu mais visitado do mundo, foi alvo de um assalto no último domingo. Em uma ação de 7 minutos, quatro ladrões invadiram o Museu do Louvre, em Paris, por uma janela lateral da Galeria de Apolo, e roubaram oito joias históricas avaliadas em milhões de euros. Segundo autoridades francesas, o crime ocorreu por volta das 9h30 (horário local), 30 minutos após a abertura ao público. Ninguém ficou ferido e a polícia investiga a atuação de um grupo organizado, que teria se aproveitado de obras em andamento no prédio para acessar o local.

O roubo no Louvre
A ação ocorreu cerca de meia hora após a abertura do Museu do Louvre. De acordo com a polícia local, ao menos quatro suspeitos participaram da invasão. Dois deles acessaram o prédio pela fachada voltada para o Rio Sena, utilizando um guindaste acoplado a um caminhão estacionado ao lado do museu para arrombar uma janela. Já dentro da Galeria de Apolo, os criminosos quebraram vitrines e levaram as joias. A fuga foi feita em motos, com o apoio dos outros integrantes do grupo.
O Ministério Público francês informou que nove peças foram levadas, no entanto, a coroa da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, foi recuperada após ser encontrada em uma rua próxima do local do roubo.
O item histórico é composto por 1.354 diamantes e 56 esmeraldas e considerado uma das joias mais valiosas e simbólicas da coleção imperial francesa.

As joias que permanecem desaparecidas possuem valor inestimável. Entre elas uma coroa cravejada com safiras e diamantes; um colar da rainha consorte Maria Amélia, com oito safiras do Sri Lanka e mais de 600 diamantes; um conjunto de colar e brincos da imperatriz Maria Luisa, segunda esposa de Napoleão Bonaparte, adornado com 32 esmeraldas e 1.138 diamantes; e um broche da imperatriz Eugênia, esposa de Napoleão III, com impressionantes 2.634 diamantes, adquirido pelo Louvre em 2008 por € 6,72 milhões, o equivalente a cerca de R$ 42,2 milhões.
Polícia investiga suspeita de crime organizado e envolvimento interno
Até o momento, nenhum suspeito foi preso ou identificado. A promotora de Paris, Laure Beccuau, afirma que todas as hipóteses estão sendo consideradas. Uma delas é que o roubo tenha sido encomendado por um colecionador, interessado nas joias históricas.
Outra possibilidade é a participação de organizações criminosas, que poderiam utilizar as peças para lavagem de dinheiro por meio de transações no mercado ilegal.
Além disso, uma das principais linhas de investigação considera a possibilidade de envolvimento interno, já que os criminosos usavam coletes amarelos, semelhantes aos utilizados por operários, o que pode ter facilitado a entrada no local sem levantar suspeitas.
O presidente francês Emmanuel Macron se pronunciou por meio das suas redes sociais e prometeu que irá recuperar as joias e prender os envolvidos.
“O roubo do Louvre é um ataque a um patrimônio que prezamos porque faz parte da nossa história. Recuperaremos as obras e os responsáveis serão levados à justiça. Tudo está sendo feito, em todos os lugares, para alcançar esse objetivo, sob a liderança do Ministério Público de Paris”, disse.
Devido as investigações, o museu permanece fechado nesta segunda (20).
Foto: Divulgação












