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RHI Magnesita lança projeto para recuperação de áreas degradadas no Brasil

Projeto da RHI Magnesita

Iniciativa da RHI Magnesita transforma fretes em ações de reflorestamento e recuperação de áreas degradadas, unindo logística e meio ambiente.

No último mês, foi lançado oficialmente o Projeto da RHI Magnesita, uma iniciativa voltada para a restauração ambiental que alia inovação no transporte rodoviário à recuperação de ecossistemas.

Batizado como “O Frete Muda”, o projeto busca conectar o setor logístico a ações de reflorestamento coletivo e revitalização de áreas degradadas.

Segundo Carlos Eduardo Rodrigues, gerente de Meio Ambiente da RHI Magnesita para a América Latina, a proposta envolve destinar mudas de árvores nativas proporcionalmente ao número de fretes realizados pelas transportadoras parceiras.

“Hoje temos três viveiros de mudas, que produzem mais de 20 mil mudas no Brasil. Estas mudas são oriundas do cerrado e da Mata Atlântica. Nosso objetivo é propagar esta semente por todas as empresas que trabalham em parceria conosco”, afirmou Carlos Eduardo Rodrigues.

A primeira grande entrega ocorreu no Viveiro Municipal de Betim, em Minas Gerais. A OLM Transportes, parceira do projeto, foi responsável por entregar 1.760 mudas à prefeitura da cidade, fortalecendo a proposta de atuação conjunta entre iniciativa privada e poder público.

Elizabeth Andrade Almeida Medeiros, diretora da OLM Transportes, comentou diretamente sobre a ação: “Estamos contentes em participar deste projeto ao lado da RHI Magnesita. Sabemos que a atividade de transporte tem impactos ambientais e este tipo de iniciativa nos permite colaborar para amenizar esses impactos”.

Objetivo do Projeto “O Frete Muda”

Projeto da RHI Magnesita
(Reprodução/André Araújo)

O Projeto da RHI Magnesita, por meio do “O Frete Muda”, propõe um modelo colaborativo em que todas as transportadoras que atendem a empresa podem participar de forma voluntária.

Cada frete gera uma “contribuição verde”: mudas de árvores são doadas a partir de um fator de conversão definido por cada transportadora.

As mudas ficam disponíveis em três viveiros mantidos pela empresa: Brumado (BA), Coronel Fabriciano (MG) e Onça do Pitangui (MG). Essas unidades fornecem espécies nativas da Mata Atlântica e do Cerrado, biomas que enfrentam forte processo de degradação.

Segundo informações da empresa, a participação no projeto é livre, e a entrega das mudas pode ser feita diretamente às prefeituras, ONGs ou comunidades que atuam com restauração ambiental.

Mais do que uma simples compensação ambiental, o projeto também tem foco no incentivo à responsabilidade ambiental no setor de transporte de cargas. Como explica Rodrigues, “não só apoiamos o plantio, como incentivamos nossos parceiros a se tornarem multiplicadores de impacto positivo para o meio ambiente”.

RHI Magnesita e a recuperação de áreas degradadas

O Brasil possui cerca de 120 milhões de hectares com algum tipo de degradação, segundo dados do MapBiomas. Em muitos casos, essas áreas não têm mais uso econômico e tampouco se regeneram naturalmente.

Iniciativas como o Projeto da RHI Magnesita surgem como alternativas para promover a restauração ecológica por meio da mobilização de agentes do setor produtivo.

A RHI Magnesita e a recuperação de áreas degradadas têm se tornado uma pauta cada vez mais convergente. O projeto vem sendo interpretado internamente como uma possibilidade de estender o impacto positivo da empresa para além dos limites industriais, envolvendo parceiros logísticos e comunidades locais.

Segundo especialistas em restauração ambiental, a participação da iniciativa privada pode acelerar significativamente a cobertura vegetal em áreas críticas, especialmente quando há uma integração entre cadeias produtivas, como no caso da logística.

Parceria com transportadoras e engajamento voluntário

A adesão das transportadoras ao “O Frete Muda” é voluntária, mas a expectativa da empresa é de que, com a crescente conscientização ambiental no setor, a participação se amplie nos próximos anos.

Transportadoras como a OLM têm demonstrado disposição em incorporar ações sustentáveis em suas operações, mesmo que isso represente um esforço adicional.

Para a diretora da OLM Transportes, Elizabeth Medeiros, “a proposta vai além da entrega de mudas; ela conecta o dia a dia da logística com a responsabilidade ambiental de longo prazo”.

A entrega das mudas segue critérios técnicos, com foco em áreas urbanas e periurbanas que demandam recuperação de vegetação nativa. A seleção dos locais é feita em conjunto com órgãos públicos ou parceiros locais, garantindo que o plantio ocorra de forma adequada.

Sobre a RHI Magnesita

Projeto da RHI Magnesita
(Reprodução/André Araújo)

A RHI Magnesita é uma multinacional com sede em Viena (Áustria) e listada na Bolsa de Valores de Londres. A empresa atua no fornecimento de produtos e soluções refratárias, voltadas a processos industriais de alta temperatura, como aço, cimento, vidro e metais não ferrosos.

Com mais de 20 mil funcionários em todo o mundo, a empresa conta com 68 unidades de produção, 10 centros de reciclagem e presença em mais de 70 países. No Brasil, a RHI Magnesita possui forte presença industrial e logística, além de uma atuação voltada à sustentabilidade e inovação ambiental.

Nos últimos anos, a companhia vem incorporando diretrizes ambientais mais rígidas em seus processos e estabelecendo parcerias que contribuem para a redução dos impactos ambientais de suas atividades.

Iniciativas ambientais em curso

Além do “O Frete Muda”, a empresa mantém outros projetos voltados à sustentabilidade, como programas de reaproveitamento de resíduos refratários, gestão de recursos hídricos e eficiência energética.

Essas ações fazem parte do compromisso da RHI Magnesita com a mitigação dos impactos causados pelas operações industriais de grande escala.

A aposta em projetos como o “O Frete Muda” indica uma tendência da empresa em buscar modelos sustentáveis integrados, que envolvam não apenas sua estrutura interna, mas também toda a cadeia produtiva.

FONTE: RHI Magnesita

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